CAPA
 ÍNDICE
 Exclusivo Online
 REPORTAGENS
 MULTIMÍDIA
 FOTO DA SEMANA
 ENSAIOS
 FOTOGRÁFICOS
 ISTOÉ CONFERE
 ARTIGOS
 ESTAÇÃO DA LUZ
 BATE-PAPO ÍNTEGRAS
 Editorias
 ARTES & ESPETÁCULOS
 BRASIL
 CIÊNCIA & TECNOLOGIA
 COMPORTAMENTO
 ECONOMIA & NEGÓCIOS
 EDUCAÇÃO
 ENTREVISTA
 INTERNACIONAL
 MEDICINA & BEM-ESTAR
 POLÍTICA
 Seções
 A SEMANA
 CARTAS
 DATAS
 EDITORIAL
 EM CARTAZ
 FAX BRASÍLIA
 GENTE
 SÉCULO 21
 VIVA BEM
 Busca
  Procure outras matérias
POLÍTICA
Caso EJ

Pego na mentira
Depoimento de Eduardo Jorge no Senado está sendo desmascarado, o que já preocupa Fernando Henrique

Andrei Meireles e Isabela Abdala

Ricardo Stuckert

As contradições do sombra

1) Eduardo Jorge disse que no seu primeiro encontro com Nicolau, em 2 de fevereiro de 1995, o juiz foi ao Palácio acompanhado do então presidente do TRT-SP, José Rubens Aidar. Em depoimento no Senado, Aidar disse que esteve com EJ, mas em companhia do secretário da presidência do Tribunal, Renato Parente, e não de Lalau.

2) Eduardo Jorge afirmou que Aidar concordou em designar Nicolau interlocutor do TRT junto à Secretaria-Geral da Presidência. No seu depoimento, Aidar negou a versão de EJ: “Nego peremptoriamente ter credenciado o juiz Nicolau para ser o interlocutor do TRT junto ao senhor Eduardo Jorge”

3) Eduardo Jorge deu a mesma desculpa do Ministério da Fazenda de que os repasses de verbas eram automáticos e que, portanto, não havia como alguém fazer pressão para a liberação de recursos. Ouvidos pela subcomissão do Senado, ministros do TST e juízes do TRT foram unânimes na afirmação de que os repasses para o pagamento de obras nunca foram automáticos.

4) Eduardo Jorge disse à subcomissão que seu irmão Marcos não advogou para a Incal. Ele assegurou que a empresa responsável pela construção do fórum paulista foi defendida por outros advogados do escritório Caldas Pereira. ISTOÉ de 9 de agosto publicou fac símile de um documento em que aparece a assinatura de Marcos como advogado da Incal.

5) Eduardo Jorge afirmou que, depois de deixar o governo, não fez lobby para empresas privadas. Mas ele procurou o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, para tentar influenciar uma portaria de interesse de grupos privados de navegação. Em janeiro foi ao Ministério da Justiça saber sobre a licitação do sistema Renach e Renavan. A licitação interessava à Montreal Informática.

6) Eduardo Jorge disse que a denúncia de sua influência nos fundos de pensão é folclore. Em depoimento ao MP, o ex-presidente da Previ Jair Bilachi contou que o então ministro mantinha contatos rotineiros com a Previ para tratar, inclusive, de pleitos de políticos. A ex-ministra de Administração Cláudia Costin disse à Folha de S. Paulo que recebeu um pedido de Eduardo Jorge para adiar até a posse de FHC a mudança nos estatutos da Previ, estabelecendo a contratação de dirigentes profissionais para o fundo de pensão.

7) Eduardo Jorge afirmou à subcomissão que tratou do caso Encol por delegação de FHC. O empresário Pedro Paulo de Sousa disse que, antes da audiência com FHC, teve uma reunião na casa de Eduardo Jorge levado por Cláudio Haidamus, lobista e sócio de EJ. Haidamus confirmou a informação a ISTOÉ.

8) Eduardo Jorge disse que atuação no caso Encol não resultou em nenhum prejuízo para os cofres públicos. Em julho de 1995, por influência de EJ, o Banco do Brasil aprovou a rolagem da dívida de R$ 60,9 milhões. Também teve dedo do ex-secretário-geral a compra do hotel Renaissance, pertencente à Encol, pelo Funcep — o fundo de pensão da CEF. Auditoria publicada pela revista Época apontou um prejuízo para o Funcep de R$ 25 milhões.

9) Eduardo Jorge afirmou que só apoiou o PMDB do Distrito Federal no segundo turno das eleições. José Roberto Arruda, atual líder do governo no Congresso e candidato nas últimas eleições no DF disse que isso “é mentira”.

10) Eduardo Jorge disse que abriria seu sigilo bancário. Mas encaminhou documentos incompletos e referentes apenas ao período que esteve no Planalto. Ficou de fora, por exemplo, sua movimentação bancária em 1999, quando dobrou seu patrimônio líquido.

próxima>>

 

LEIA TAMBÉM


Muito além da notícia

O morro quer descer

Doce da Amazônia’

Caça às máquinas



 
ENQUETE 1

O brasileiro é
mal-educado?
Sim
Não

ENQUETE 2

Você acha que Antonio Pimenta Neves será condenado a:
Até 5 anos de prisão
Até 15 anos
Até 30 anos
Será absolvido

FÓRUM
O que justifica o ciúme? É possível conviver com ele?

» Outros fóruns


EDIÇÕES
ANTERIORES


ESPECIAIS

ASSINATURAS

EXPEDIENTE

PUBLICIDADE

FALE CONOSCO


ASSINE A
NEWSLETTER


| ISTOÉ ONLINE | DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | PLANETA | ÁGUA NA BOCA | EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1996/2000 Editora Três