Modo
de vida
Personal tudo - continuação
Rita
Moraes e Celina Côrtes
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Pimentel vive disponível para as alunas de tango. Lourdes
e Célia cuidam de malas e armários. Com ajuda
de Neide e Edna, Sandra (ao centro) reaproveitou toda a mobília
na nova casa |
No
Rio, as professoras Célia Pires, 51 anos, e Lourdes Maia,
49, também transformaram incômodos domésticos
em atividade rentável. Elas trabalham em média dez
horas por dia arrumando armários, pagando contas e fazendo
malas. No início, achávamos que nossa clientela
seria essencialmente masculina. Que nada! Hoje, as pessoas têm
pouco tempo e nenhuma paciência, explica Célia.
Mas arrumar bem uma mala, por exemplo, exige muito mais que isso.
É uma arte que pede habilidade. Na semana passada,
fiz a mala para uma menina que vai morar nos Estados Unidos,
conta a personal home, que cobra R$ 15 por hora de serviço.
Legal Quando o assunto é viagem, os transtornos
não se resumem a fazer a mala. Muita gente se irrita com
a burocracia. E é justamente da ojeriza que algumas pessoas
têm a documentos e exigências legais que vive a advogada
Maria Helena Villela, 60 anos. Ela é um personal lawyer e
se dispõe a cuidar da saúde jurídica de pessoas
físicas, um trabalho que pode incluir desde a atualização
do passaporte ou acerto dos direitos da empregada até a compra
de um imóvel ou testamento. Ultrapassa, portanto, a assessoria
tradicional de advogados e contadores. Dou atendimento integral.
Mantenho toda a documentação em dia para que a pessoa
não tenha de se preocupar com nada, explica ela.
Há personals bem mais divertidos. Guilherme Pimentel, 27
anos, por exemplo, é professor de tango, mas tem uma forma
pouco ortodoxa de dar aulas. Está sempre disponível
para suas alunas. Ele é mais que um professor particular.
Fazemos aula em minha casa nas horas mais loucas. Ele me atende
quando tenho uma brecha no trabalho, explica a executiva Beatriz
Fortes, 48 anos. Esse foi o jeito encontrado por Beatriz para encaixar
sua paixão por tango na agenda abarrotada de compromissos.
Os pioneiros personal trainers não saíram de moda
e andam cada vez mais especializados. Agora levam seus clientes
para malhar na academia. Antenados às necessidades dos clientes,
André Galvão (que cuida das curvas de Cláudia
Raia) e Daisy Pinheiro abriram o Personal Wellness Center. Num estúdio
de 150 metros quadrados, os interessados em entrar na linha formam
grupos de três, recebem a dedicação total de
um professor de ginástica e de quebra ganham a orientação
de uma nutricionista. A mensalidade é de R$ 400. O serviço
é ideal para quem não pode se dar ao luxo de ter uma
academia em casa e não deseja dividir o espaço na
academia com um pelotão de Barbies e Kens.
Os personal stylists ou assessores de estilo, que orientam famosos
e anônimos endinheirados a se vestir ou mudar radicalmente
o visual, também são muito requisitados. Afinal um
figurino mal ajambrado pode pôr a perder as horas suarentas
gastas em busca de um corpo definido. Na verdade, não são
apenas os cultuadores da beleza que apelam para uma orientação
de moda e estilo. A clientela AA deste tipo de profissional inclui,
além de artistas, executivos, políticos e empresários.
É bom saber que nem sempre ter um personal stylist é
sinônimo de mau gosto ou falta de cultura. O presidente Fernando
Henrique Cardoso, vaidoso e erudito, tem um: o paulistano Cláudio
Vaz, 37 anos, que só não mete o bedelho na escolha
de suas meias e roupas íntimas.
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