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AG. ESTADO
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O
homem que pediu asilo aos EUA para fugir da violência no Brasil
Saleh
Hage é um brasileiro que pediu asilo aos EUA. Pediu e ganhou.
Quem persegue Saleh a ponto de ele se asilar? A violência
do Brasil em geral, em particular a violência do bairro paulistano
de Artur Alvim, um dos líderes em todas as estatísticas
sobre homicídios e chacinas no País. Até o
início desse mês Saleh era proprietário de um
lava-rápido em Artur Alvim. Assaltaram o seu estabelecimento,
assassinaram o seu irmão, ameaçaram-no de morte. Saleh
pegou o seu filho Rafat, sete anos, e foi-se embora. Sobre ele pesa
uma acusação: não teria pago R$ 18 mil aos
trabalhadores que reformaram uma das lojas da sua família,
além de outras dívidas. Ele nega. O Serviço
Nacional de Imigração dos EUA considerou justo o seu
pedido e lhe concedeu asilo e autorização para morar
e trabalhar no país Saleh lava pratos num restaurante
e está sob os cuidados da ONG Brazilian American United Association-BAUA.
Por telefone, ele conversou com ISTOÉ na quarta-feira, 23.
ISTOÉ O sr. está fugindo de alguém
ou da Justiça?
Saleh Poderia vender o meu comércio e quitar as
dívidas que tenho. Saí do Brasil porque quero criar
o meu filho em paz.
ISTOÉ A solução para a falta de
segurança é mudar de país?
Saleh Não. Acho que o povo deve permanecer e batalhar
pela mudança do Brasil. A criminalidade só pode ser
vencida se cada cidadão combater esse mal social.
ISTOÉ Então por que o sr. asilou-se?
Saleh Me sentia ameaçado a cada instante. Não
consegui lutar contra a violência.
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Na
marca do pênalti
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Ricardo Stuckert
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O técnico
da Seleção Brasileira, Wanderley Luxemburgo, está
perdendo o sono. Os motivos não são apenas as péssimas
apresentações do escrete canarinho nas Eliminatórias
para a Copa de 2002. Fora de campo, Luxemburgo está sendo
mais marcado que Romário nos bons tempos. Além de
estar sendo investigado pela Receita Federal, num processo de sonegação
fiscal, o técnico foi acusado de participar de um milionário
esquema de compra e venda de jogadores. Na quarta-feira 23, o advogado
Roberto Carlos Alves afirmou que sua filha, a também advogada
Renata Alves, arrematava bens para Wanderley em leilões de
imóveis e veículos. Segundo Roberto Carlos, Renata
teria comprado para o técnico pelo menos 40 imóveis,
sendo 10 na Barra da Tijuca. O dinheiro viria da negociação
de jogadores. O advogado revelou ainda que, durante quatro anos,
sua filha levava um carro importado por semana para a empresa Luxemburgo
Veículos. Para piorar a situação, Renata disse
que foi ameaçada de morte. Ele me tratava como um cachorro,
disse a advogada, que, segundo seu pai, manteve um relacionamento
amoroso com o técnico durante quatro anos, de 1993 a 1997.
Renata ainda vai falar muito mais. Tem muito peixe grande
envolvido. Vai ser a bomba do ano, afirmou Roberto Carlos.
Wanderley nega todas as acusações e diz que vai sair
fortalecido. Prestigiado ou não, o fato é que o envolvimento
do técnico em assuntos policiais está preocupando
a direção da CBF. O outrora intocável Wanderley
Luxemburgo pode acabar demitido. É não é só
pelos resultados dentro de campo.
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Bach
revira-se no túmulo
Em
quase todo o mundo prestam-se homenagens aos 250 anos da morte do
compositor alemão Johann Sebastian Bach. Uma reportagem do
Jornal da Tarde mostrou que Bach ainda é um ilustre desconhecido
por muita gente em São Paulo. Três respostas dadas
à pergunta: Você conhece Bach?
Tomo
florais de Bach todos os dias. São gotinhas milagrosas que
me dão bem-estar Camila Montilha de Morales, publicitária
Bach é uma cantora.
Alexandre Lucena, analista de sistemas
Ele
está aqui? Adoro tudo que é new age. Helga Torres,
publicitária
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próxima
>>
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