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Discos |
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| Milton
Montenegro |  |
Motta:
décadas de 60 e 70 como referências sonoras |
As segundas
intenções do manual prático..., com Ed Motta (Universal
Music) Desde que lançou em 1997 o chacoalhante Manual prático
para festas, bailes e afins, vol. 1, o cantor carioca vem se dedicando ao
som negro produzido nos anos 70. Nesta espécie de continuação
do álbum anterior, Motta faz uma singular leitura da black music americana
adaptada aos trópicos, com arranjos e instrumentação bastante
refinados. Mais antenado com as letras que antes julgava serem apenas um ponto
de apoio, o sobrinho de Tim Maia contou com parceiros como Rita Lee (Colombina),
Ronaldo Bastos (Outono no Rio), Zélia Duncan (À deriva),
Nelson Motta (Ela disse sim), Lulu Santos (Pisca-alerta) e até
o escritor Doc Comparato (Jóia de mágoa). Todas são
um mergulho profundo nas décadas de 60 e 70, incluindo encarte de visual
nostálgico no qual não faltam móveis pés de palito
e penteados armados com muita esponja de aço. (L.C.) Ouça
sem parar .............................................................................................
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Cinema |
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| Divulgação |
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Andie:
tanto açúcar que provoca enjôo | Meu
adorável sonhador (cartaz nacional) Andy Garcia e Andie MacDowell
co-produziram esta comédia romântica com a melhor das intenções.
Ele faz o papel de Gary Starke, vagabundo simpático e de bom coração,
que vive como cambista. Ela, o de Linda Paliski, moça correta e batalhadora,
cujo sonho é ter seu próprio restaurante. Ambos habitam uma Nova
York cor-de-rosa onde marginais de segunda categoria vivem em perfeita harmonia,
aguardando a chegada do papa João Paulo II, que falará ao povo na
cidade. Depois do festival de bom-mocismo e sorrisos parcos, o espectador se defronta
com um problema maior. Andy Garcia e Andie MacDowell não produzem a mínima
combustão. Nem o enredo, que, feito para ser um conto de fadas moderno,
resultou numa história cheia de clichês açucarados. (L.C.)
Vá se tiver tempo
Quase nada (em cartaz no Rio de Janeiro; nas outras capitais, a partir
da sexta-feira 1º) Sergio Rezende deu um tempo nas superproduções,
assinando um filme barato, estrelado em sua maioria por atores de teatro. Rodado
no Estado do Rio de Janeiro e no interior de Minas Gerais, seu novo trabalho traz
três histórias típicas do universo rural brasileiro. A primeira
mostra a amizade entre dois lavradores; a segunda, o drama de um vaqueiro perseguido
pela culpa; e a terceira, o ciúme doentio de um floricultor. Com toda a
carga de paixões e violência, as pequenas narrativas são um
passeio pelo Brasil de fala mansa e gestos arcaicos, que algumas vezes remete
ao clima dos contos de João Guimarães Rosa. É uma pena que
o último episódio, menos interiorano, seja tão excessivo
na sua intenção de soar artístico e trágico.
(I.C.) Vale a pena
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Vida
noturna | |
2D3D
Atelier Café (Rua Felício dos Santos, 62, Santa Teresa, Rio
de Janeiro) Poucas pessoas sabem que o restaurante existe. Os donos não
fazem publicidade e praticamente liberam o endereço apenas para os amigos.
Mesmo assim, os 85 lugares do Atelier Café são totalmente ocupados
no único dia da semana que é aberto ao público, às
sextas-feiras. No cardápio há pratos preparados pelo artista plástico
Zemog. Para provar suas massas e frutos do mar, no entanto, só mesmo fazendo
reserva (21-2598052). Foi o jeito que ele e as amigas Raquel Korman e Adriana
Tavares encontraram para combinar arte com comida no ateliê transformado
em restaurante. Arte para mim tem de ser assim: um prazer sensorial, visual
e até palatável, teoriza Zemog, que nos seus trabalhos mistura
referências do barroco e do psicodelismo. (L.M.) Vá
sem medo |