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Discos
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Foto:
Divulgação
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| Bosco:
luxo de ritmos, sons e sensações |
Na
esquina, com João Bosco (Sony Music) Sempre poético
e disposto a mesclar elementos sonoros refinados à linguagem
popular, o cantor e compositor mineiro continua a dar passos cada
vez mais largos nesta direção. Agora também
dando sequência à profícua parceria com seu
filho Francisco Bosco, iniciada em As mil e uma aldeias, de 1997.
Produzido pelo ouvido luxuoso de Jaques Morelenbaum, a dupla singular
conseguiu, por exemplo, compor com a mesma verve tanto um reggae
erudito (Mama palavra) quanto a canção-título
com referências à espiral erudito-folclórica
de Villa-Lobos. Um banquete de ritmos, sons e sensações
para serem curtidos devagarinho, apreciando cada instrumento e cada
determinação nos versos e nas músicas. (A.R.)
Ouça sem parar
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Teatro
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Lisbela
e o prisioneiro (Teatro Glória, Rio de Janeiro)
O diretor pernambucano Guel Arraes chega ao teatro demonstrando
o mesmo brilho e criatividade que o consagraram na tevê, onde
já realizou trabalhos de ourives como a série O auto
da Compadecida. Guel escolheu o ótimo texto do conterrâneo
Osman Lins e um afiadíssimo elenco para contar uma história
de amor. Lisbela (Virgínia Cavendisch) é uma moça
romântica, filha do delegado da cidade de Vitória de
Santo Antão, que sonha com artistas de cinema. A poucos dias
de se casar com um carioca metido a besta, apaixona-se pelo conquistador
Leléu (Bruno Garcia) provocando, assim, um circo de fugas,
enganos e perseguições. Cria do cinema e da televisão,
Guel não abdicou totalmente da linguagem audiovisual. Separou
o palco em dois planos e colocou uma tela translúcida na
qual são projetadas cenas de filmes clássicos gerando
um belo efeito cênico.
(C.M.)
Não perca
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Fotografia
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Brasil
iluminado (Museu da Imagem e do Som, São Paulo)
Durante mais de 30 anos o fotógrafo catarinense Araquém
Alcântara vem cruzando o País de Norte a Sul documentando
os santuários ecológicos. Seu consagrado mapeamento
da fauna, da flora e das belezas naturais brasileiras já
rendeu nove livros, entre eles o recém-lançado Brasil
iluminado (DBA, 192 págs., R$ 88). O acervo também
deu origem a outra exposição de altíssimo nível,
com 66 fotos produzidas desde 1973. Se nos trabalhos em preto-e-branco
o fotógrafo consegue registros intensos e dramáticos,
é nos coloridos, porém, que ele mostra a verdadeira
força da sua arte. Pelas suas lentes vê-se um espetáculo
de cores, luzes e sombras. Mais que um documento cultural, Alcântara
proporciona um painel exuberante de uma natureza em festa.
(I.C.)
Não perca
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Cinema
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Kadosh
laços sagrados (em cartaz no Rio de Janeiro)
Amos Gitai, o cineasta israelense de maior projeção
internacional, não tem medo de tocar em temas polêmicos
de sua terra natal. Nesta fita produzida em 1999, Gitai acompanha
o calvário de duas irmãs pertencentes a uma família
judia ultra-ortodoxa. Riwka (Yael Abecassis) é obrigada a
se separar do marido, Meir (Yoram Hattab), porque o casal não
consegue ter filhos uma falta grave na sua religião ,
enquanto Malka (Meital Barda) renuncia ao amor de Yaakov (Sami Hori)
por estar prometida a outro homem. Com duas histórias entrelaçadas
e aparentemente simples, o diretor traça uma visão
implacável da repressão sexual e social a que estão
submetidas as mulheres judias ortodoxas, num filme que incomoda
na mesma medida que emociona. (I.C.)
Não perca
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