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Primeira
lição da crise
Oficialmente não foi por causa da crise em torno de Eduardo Jorge
que o secretário-geral da Presidência, Aloysio Nunes Ferreira, interrompeu
suas férias em Paris. Oficialmente, também não foi por causa da
crise que seu assessor, Moreira Franco, deixou o exílio no Rio de
Janeiro e voltou a Brasília. Oficialmente, aliás, não há crise.
Mas os articuladores políticos do presidente voltaram ao batente
e em pelo menos uma coisa já estão acertando: nas conversas reservadas
todos se referem ao atual momento como uma das maiores crises do
governo FHC. Dá para reverter? Sim, dizem os assessores do presidente
em uníssono. Mas é fundamental que a oposição não consiga instalar
uma CPI. E o primeiro passo para isso é acabar com a brigalhada
no Palácio. Para todos os efeitos, Aloysio, Moreira, o chefe da
Casa Civil, Pedro Parente, a assessora de imprensa, Ana Tavares,
e o secretário de Comunicação, Andrea Matarazzo, nunca se desentenderam.
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Golpe eleitoral
A Polícia Federal está preocupadíssima com o risco de derrame de
notas falsas de R$ 50 durante a campanha eleitoral. O prefeito de
Correntina (CE), Ezequiel Barbosa Souza, foi preso com uma máquina
de falsificar o dinheiro que seria usado para distribuir entre seus
cabos eleitorais. A suspeita é de que outros prefeitos do Nordeste
estejam preparando a mesma armação.
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Fuga
inútil
O ex-presidente
José Sarney foi surpreendido pela crise em torno de Eduardo Jorge.
Ele acreditava que durante o recesso parlamentar, na falta de coisa
melhor, a imprensa abriria manchetes para a sua disputa com Jader
Barbalho pela presidência do Senado. Por isso resolveu tirar férias
longe do alcance dos repórteres, a bordo de um navio na costa francesa.
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Ciro & FHC
Tem
motivação regional a briga entre Ciro Gomes e Fernando Henrique.
As declarações de Ciro contrárias à CPI do Eduardo Jorge prejudicaram
a campanha de sua ex-mulher, Patrícia Gomes, para a Prefeitura de
Fortaleza. A solução foi o candidato do PPS à Presidência voltar
a bater em FHC, que retrucou no mesmo tom. Agora o PPS do Ceará
está feliz da vida.
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Operação
abafa
O mar
não está para peixe. Já há quem esteja trabalhando no Palácio do
Planalto para acelerar a votação do projeto de Lei de Imprensa em
tramitação no Congresso. O texto, draconiano, está pronto para ser
votado na Câmara, depois de ter sido aprovado pelos senadores. Os
governistas querem criar mais um garrote para evitar o que chamam
de denuncismo no noticiário. Atualmente, há legislação suficiente
para punir jornalistas irresponsáveis, como o Código Penal, por
exemplo.
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Algo
de podre
A Lei
Orgânica da Magistratura limita a dois anos o mandato de presidentes
de tribunais. Mas o atual presidente do TRT da Paraíba, Ruy Eloy,
está no cargo há três anos. Afilhado político do novo presidente
do Tribunal Superior do Trabalho, Almir Pazzianotto, Ruy Eloy foi
nomeado interventor depois que o TST destituiu ou aposentou previamente
todos os juízes locais envolvidos com corrupção. Detalhe: contra
o interventor tramitam 26 notícias crime e outras três ações criminais
no STJ, 26 representações no TST, três denúncias no TCU e cinco
ações populares. Até a CPI do Judiciário pediu ação penal contra
o juiz por utilização indevida de dinheiro público.
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Erramos
A coluna
errou ao dizer que foi postada em 14 de julho a carta do chefe do
gabinete-militar da Presidência, Alberto Cardoso, para Itamar Franco,
sobre a intenção do MST de invadir a fazenda de FHC. A data certa
é 15 de junho, 19 dias antes de o Exército enviar uma tropa ao local.
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Rápidas
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Os 20 funcionários punidos pelo Banco do Brasil no caso do empréstimo
concedido à Encol começam nesta segunda-feira a entrar com ações
indenizatórias contra o governo.
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Quem anda com a corda no pescoço é o ministro da Justiça, José Gregori.
Menos pelo fato de o juiz Nicolau-lau-lau estar solto, e mais por
causa de suas frases de efeito.
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“Não
há a menor hipótese de uma possível renúncia”
Do ministro Aloysio Nunes Ferreira, levantando a lebre sobre FHC
com correspondentes estrangeiros na quinta-feira 27
Por Tales Faria
- colaborou Leonel Rocha
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