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Juiz
Nicolau
ISTOÉ provou mais uma vez a seriedade, a imparcialidade e o compromisso
que tem com o leitor, relatando o esquema de propina que se alastra
de maneira corrosiva até a imagem do Planalto. É impressionante
o enfoque tendencioso dado pela sua concorrente, a qual já começa
a reportagem com um objetivo em vista: inocentar FHC. Parabenizo
a revista por nos proporcionar uma confiável e segura fonte de informações.
Ricardo Marcondes Guisso Vila Velha – ES
A Revista
divulgou informações falsas ou distorcidas envolvendo
o meu nome, sem me oferecer uma única vez a oportunidade
de defesa. Não fui ouvido quando ISTOÉ afirmou na
capa da edição 1607 que O ministro Martus Tavares
ajudava a liberar dinheiro para o TRT, com base em uma gravação
cuja origem e procedência não foram devidamente esclarecidas.
Os leitores devem ter lido nos grandes jornais ou visto na televisão
minhas declarações sobre esse episódio, refutando,
com veemência, qualquer relação com o juiz Nicolau
dos Santos Neto. Tomei a iniciativa de fazer levantamento junto
à Secretaria-executiva do Ministério do Planejamento
para verificar se havia registros de contatos telefônicos
com o referido juiz no período em que ocupei o cargo de secretário,
de setembro de 1996 a julho de 1999. Foram encontrados registros
de dois retornos telefônicos para esse senhor, em novembro
de 1996, sendo que apenas um foi feito por mim. A Revista publicou
a existência de cinco telefonemas, omitindo que a maioria
deles teve duração de segundos evidenciando tentativas
frustradas. E o mais grave: utilizou essas informações
para justificar a minha inclusão no que chamou de A
Turma do Lalau. Não posso continuar assistindo sem
reagir aos ataques à minha honra e à reputação
que construí com esforço e dedicação,
ao longo de 15 anos, no serviço público. Este é
meu único patrimônio.
Martus Tavares
Ministro do Planejamento,
Orçamento e Gestão
Brasília DF
Não
dá para acreditar que um presidente seja completamente alheio
a condutas vergonhosas de gente que foi, por tanto tempo, tão
próxima a ele, como Eduardo Jorge. A pretensão de
FHC apresentar-se como o novo e o moderno
na política brasileira é uma empulhação.
O ex-sociólogo, que conhecia tão bem os podres de
nossa tradição política corrupta e clientelista,
mergulhou nessa tradição. Fez aliança com o
velho, travestido de novo, com a roupa da redução
e modernização do Estado. Agora, entende-se por que
esse governo tentou podar a imprensa e o Ministério Público
através da Lei da Mordaça.
Rubens Goyatá Campante
Belo Horizonte MG
Braço
direito de FHC, Eduardo Jorge é mais um clone de PC Farias
na praça. Assim como a matriz clonada, EJ era um velho e
fiel amigo do presidente; um cumpridor de ordens do chefe, como
ele humildemente, até dias atrás, gostava de se identificar.
Como o original, o clone também foi caixa de campanha do
amigo, dava uma mãozinha na liberação de verbas
maracutaiadas e mantinha à sombra prósperos e nebulosos
negócios. PC Farias tinha uma mansão cinematográfica
em Maceió. Seu clone optou por um apartamento suntuoso no
Rio. Como PC, tudo indica que EJ vai ter de encarar alguns processos,
mas as semelhanças param por aí. PC Farias nunca foi
ministro e jamais trabalhou no Palácio do Planalto, em sala
contígua ao gabinete do presidente da República. Fernando
Collor não ousou tanto.
Odilon Martins Fonseca
Rio de janeiro RJ
O Brasil
mais parece um armazém. O que tem de camundongos, ratos e ratazanas
não está no gibi. Os ratos poderosos comem à vontade, engordam e
depois vão para praias no Exterior ou para spas. Agílio Monteiro
Filho, diretor-geral da PF, disse na tevê, que o juiz Nicolau estava
praticamente preso, que “o cerco estava fechando”. Cadê? Soltaram
Salvatore e ele, imediatamente, pegou o primeiro avião e fugiu.
Foi “descansar” na Europa. De barriga cheia.
FERNANDO AL-EGYPTO Petrópolis – RJ
Nossa
Justiça está à caça de foragidos de colarinho-branco, como o juiz
Nicolau e o ex-banqueiro Salvatore Cacciola. Que tal oferecer uma
recompensa de R$ 100 mil pela localização de cada um? Quem sabe
uma faxineira de hotel, um jardineiro, um pobre trabalhador poderiam
obter essa informação. E o dinheiro recebido seria transformado
em casa própria ou escola decente para os filhos. “A turma do Lalau”
(ISTOÉ 1608).
MARCELO DE SÁ E SARTI São Bernardo do Campo – SP
O Brasil
– depois da brutal repressão a negros, índios e outras categorias
sociais nas comemorações dos 500 anos de invasão desse território
indígena – vive mais um momento de angústia e decepção. Choro, quase
todas as noites, de vergonha e nojo dessa política imunda que desmoraliza
todo um povo, que sonha e luta por um País justo e igualitário.
Mas a alegria chega quando revistas sérias e comprometidas com o
povo, como ISTOÉ, fazem trabalhos sérios e levam aos seus leitores
a verdade brasileira. Pena que nem todas as grandes semanais brasileiras
assumam este compromisso.
Renato Nascimento Salvador – BA
Mais
uma vez ISTOÉ dá uma lição de jornalismo. Enquanto uma revista faz
uma cortina de fumaça e outra tenta nos mandar para o mundo da lua,
ISTOÉ vai fundo nos problemas do País.
Lourenço Tadeu Bandeira Curitiba – PR
Parabéns
pela edição 1607. A matéria de capa não só é um espetacular furo
jornalístico, que engrandece a imprensa moderna, como mais uma demonstração
cabal de que a liberdade de expressão é absolutamente indispensável.
Como jornalista, fiquei, mais uma vez, orgulhoso de ISTOÉ. Como
brasileiro, profundamente agradecido à revista.
Flavio Antonio Correa São Paulo – SP
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