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Discos
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System
of a down, idem (Sony Music) Há tempos a indústria
fonográfica americana anda à cata de um estilo que
recupere a unanimidade do rock, hoje pulverizado em minitribos.
A resposta encontra-se em alguns grupelhos como o System of a down,
quarteto armênio-californiano de rock pesado, que vem ocupando
posição de destaque no pódio dos decibéis.
Em seu primeiro álbum, de 1998 e lançado aqui com
atraso, o som da banda tem a fúria do Sepultura e afins,
o tom político do Rage Against the Machine, pinceladas de
rap e, por incrível que pareça, momentos de lirismo.
Assim, eles tanto podem soar como os Sex Pistols em Suite-pee, quanto
embarcar em sonoridades orientais em Know. Ou então empunhar
bandeiras de militantes lembrando Nina Hagen em P.L.U.C.K., título
formado pelas iniciais em inglês de politicamente mentirosos,
sacrílegos, assassinos covardes, uma referência
ao genocídio do povo armênio, levado a cabo pelos turcos,
por volta de 1915. (L.C.)
Ouça com atenção
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Arte
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Foto:
Divulgação
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| Pássaro
no telhado, de Heerup: colorido infantil |
Grupo
Cobra (Pinacoteca do Estado, São Paulo) Marcada
por coloridos vibrantes e pela liberdade formal, a pintura do Grupo
Cobra coletivo de artistas provenientes das cidades de Copenhague,
Bruxelas e Amsterdã, formado no pós-guerra, numa reação
direta à angústia daqueles anos difíceis
ganha sua maior exposição no País, com uma
seleção de trabalhos de primeira. Sob a curadoria
do diretor da Pinacoteca, Emanoel Araujo, e do publicitário
Jens Olesen, a mostra reúne em sete salas 120 obras de 22
artistas, entre eles o belga Pierre Alechinsky, os holandeses Karel
Appel, Constant e Corneille, e os dinamarqueses Carl-Henning Pedersen
e Henry Heerup. Todos os trabalhos vieram do Cobra Museum Voor Moderne
Kunst Amstelveen (Museu Cobra de Arte Moderna de Amstelveen, cidade
próxima a Amsterdã). A ótima coleção
permitiu que os curadores dedicassem salas inteiras a nomes como
os de Pedersen, Appel e Constant, dando uma ampla visão da
fase inicial do grupo, que existiu de 1948 a 1951, e das carreiras
individuais de seus representantes mais conhecidos. Influenciados
pelo desenho infantil, pela arte primitiva e pelas manifestações
do inconsciente, os artistas do Grupo Cobra, no conjunto, realizaram
uma obra vital. (I.C.)
Não perca
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Cinema
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| ASH
com Pikachu (à esq.): destruição |
Pokémon
o filme 2000 (cartaz nacional) A criançada
não tem do que reclamar desta nova aventura dos bichinhos
japoneses. Trazendo seis novos pokémons e ainda um curta-metragem
de brinde, o desenho animado promete repetir o sucesso da saga anterior.
Desta vez, o treinador Ash Ketchum, acompanhado do esquisito Pikachu,
tem como tarefa salvar a Terra da destruição libertando
três pássaros lendários do poder do vilão
Giraldan, um colecionador de pokémons raros. Embora a produção
não seja lá grande coisa em termos visuais, a história
cativa. É para levar a meninada e depois pedir para que cada
um explique os detalhes, só compreensíveis pelos iniciados-mirins.
(I.C.)
Vale a pena
O
ladrão (em cartaz em São Paulo) Muitos
filmes tendo crianças como protagonistas de dramas foram
bem sucedidos, outros não. O ladrão, produção
russa indicada ao Oscar de melhor filme em língua estrangeira
de 1998, se encaixa na segunda categoria. Sanya (Misha Philipchuk)
é um menino de seis anos que vive com a mãe viúva
Katya (Ekaterina), na então União Soviética,
durante a penúria do segundo pós-guerra. Katya se
apaixona por um suposto soldado, mas o homem revela-se um escroque.
Sanya vai sofrer e, é óbvio, perder sua inocência
infantil na marra. Você certamente já viu esta história
muitas vezes. (C.F.)
Vá se tiver tempo de 1915.
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