Esporte
Inferno astral
Em uma semana, Ricardo Teixeira amarga duas derrotas e vê seu
futuro ameaçado à frente da CBF
Chico
Silva e Hélio Contreras
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Foto:
Marcio Rodrigues/L! Sportpress
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Os
últimos dias não têm sido muito felizes para
Ricardo Teixeira. Primeiro, o presidente da CBF viu a entidade perder
para o Clube dos 13, grupo que reúne os maiores clubes do
País, o controle sobre o próximo Brasileirão.
Na quinta-feira 6 sofreu novo golpe. Teixeira abriu mão da
candidatura do Brasil para apoiar a África do Sul na disputa
pela sede da Copa de 2006. Acreditava que a gentileza seria retribuída
na campanha do País pela Copa de 2010. O problema é
que a Fifa deu para a Alemanha a Copa de 2006. Agora, os derrotados
africanos são favoritos na briga por 2010.
Até os clubes, outrora fiéis aliados, começam
a lhe dar as costas. A Copa João Havelange pode ser o início
do fim da dinastia Teixeira. Criada pelo Clube dos 13 como alternativa
para o impasse criado pelo Gama, time do Distrito Federal envolvido
em uma briga jurídica com a CBF e a Fifa, é o primeiro
passo para a formação da Liga dos Clubes. A nova entidade
diminuiria o poder de Ricardo Teixeira, já que os clubes
tomariam para si o controle dos campeonatos. Com 104 clubes divididos
nos módulos Azul, equivalente à primeira divisão,
Amarelo, segunda, Branco e Verde, terceira, a Copa João Havelange
é o maior campeonato da história. Serve também
de atalho para a volta dos tradicionais Fluminense e Bahia à
divisão de elite.
Excluído
da Copa pelo Clube dos 13, o Gama espera a divulgação
da tabela do torneio para tomar as medidas legais contra os seus
idealizadores. Peguei um fax da Federação Goiana
(abaixo) dizendo que a CBF autorizou a inclusão do Anapolina
no módulo Amarelo do torneio. Isso caracteriza que ela é
que está organizando o campeonato. A decisão da Justiça
é clara. A CBF é obrigada a incluir o Gama em qualquer
competição organizada por ela, diz Wagner Marx,
presidente do time de Brasília. Vem mais dor de cabeça
para o já não tão poderoso assim Ricardo Teixeira.
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O
nosso era melhor
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Um torneio com 104 times lembra os Brasileiros dos anos 70,
organizados pela Confederação Brasileira de Desportos
(CBD). Na época, a ordem era onde a Arena vai mal
um clube no Nacional. A Arena era o partido do regime
militar. O coronel do Exército Amerino Raposo Filho,
que estava na Escola de Comando e Estado-Maior, diz: É
uma imitação malsucedida. No regime militar, o
Brasil foi campeão, em 1970. Mas reconhece: Claro
que o Campeonato Nacional tinha função política.
Pela primeira vez, um militar confessa publicamente: O
título de 1970 foi usado para dar popularidade ao general
Médici. Fernando Henrique não conseguiu nenhum
título mundial para aumentar a sua, diz o coronel.
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