CAPA
 ÍNDICE
 Exclusivo Online
 REPORTAGENS
 MULTIMÍDIA
 FOTO DA SEMANA
 ENSAIOS
 FOTOGRÁFICOS
 ISTOÉ CONFERE
 ARTIGOS
 ESTAÇÃO DA LUZ
 BATE-PAPO ÍNTEGRAS
 Editorias
 ARTES & ESPETÁCULOS
 BRASIL
 CIÊNCIA & TECNOLOGIA
 COMPORTAMENTO
 ECONOMIA & NEGÓCIOS
 EDUCAÇÃO
 ENTREVISTA
 INTERNACIONAL
 MEDICINA & BEM-ESTAR
 POLÍTICA
 Seções
 A SEMANA
 CARTAS
 DATAS
 EDITORIAL
 EM CARTAZ
 FAX BRASÍLIA
 GENTE
 SÉCULO 21
 VIVA BEM
 Busca
  Procure outras matérias
ARTES & ESPETÁCULOS
Arte

A idade do ouro

Mostra reúne no Rio 150 obras de mestres da pintura espanhola

Clarisse Meireles

Foto: Divulgação
Óleo de El Greco, que introduziu na Espanha as lições aprendidas na Itália com Tintoretto

A Espanha chega ao Brasil através de vários eventos que sublinham sua participação na história do País. Simultaneamente, desembarcam no Rio de Janeiro a grandiloquente mostra Esplendores de Espanha – de El Greco a Velázquez, que pode ser vista da terça-feira 11 a 24 de setembro no Museu Nacional de Belas Artes; uma exposição de obras do escritor Miguel de Cervantes, na Biblioteca Nacional; um ciclo de debates; e até um festival gastronômico. Liderando a caravana, ninguém menos do que o rei Juan Carlos e a rainha Sofia. Foi ele, aliás, o idealizador da bem-vinda e pacífica ocupação. Convidado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso a vir ao País por ocasião dos 500 anos do Descobrimento, o rei quis unir a visita oficial a um evento cultural de grande porte como contribuição espanhola aos festejos. Chegou-se no formato da exposição Esplendores de Espanha, que reúne 150 obras vindas do Museu do Prado, do Museu de Belas Artes, de Sevilha, e de colecionadores particulares, abrangendo um custo de cerca de US$ 2 milhões.
Quadros, esculturas, mapas, documentos, jóias e livros compreendem o período entre 1580 e 1640. São quatro módulos: União Ibérica, Defesa do Império, Cultura Espanhola e Arte Espanhola. A época é conhecida como o Período de Ouro da arte espanhola, beneficiada pela pujança econômica do país com o ouro colonial. Graças ao auxílio militar mútuo, a Espanha participou de importantes batalhas em território brasileiro. A primeira delas, antes mesmo da oficialização da União Ibérica, foi travada na Bahia, após a tomada de Salvador pelos holandeses, em 1624. Menos de um ano depois, a monarquia espanhola chegava a bordo de 52 caravelas, munidas de 1.185 canhões e com mais de 12 mil homens para retomar a cidade e devolvê-la a Portugal. O triunfo da expedição foi retratado no enorme painel La Recuperación da Bahia del Brasil, de Juan Bautista Maino. O quadro é o emblema da exposição, e nunca havia deixado o Museu do Prado.

Foto: Divulgação
La recuperación da Bahia del Brasil, de Juan Bautista Maino: auxílio entre monarquias na luta contra holandeses

Mestres – Mas o que ainda torna a mostra tão especial é a presença de trabalhos de mestres como El Greco, Velázquez e Zurbarán. O pintor, arquiteto e escultor El Greco, nascido na ilha de Creta, recebeu uma educação italiana. Foi aluno do mestre veneziano Tintoretto, com quem aprendeu a pintar ângulos incomuns, com distorções. Em 1572, viajou à Espanha, levado por amigos espanhóis. Sua chegada foi de grande importância para a pintura espanhola, pois introduziu novidades do renascimento italiano. Também mestre na sua arte, Velázquez – considerado um dos maiores pintores de todos os tempos – se inclui entre os primeiros a dar noções de espaço, com diferenças de tons. O pintor sevilhano se beneficiou do gosto pela arte do rei Felipe IV. Mas sua obra permaneceu isolada na coleção real até a abertura do Museu do Prado, em 1819.

Para que sua tela La tentación de Sto. Tomás, pertencente à Igreja de Valencia, viesse ao Rio, a empresária Frances Marinho, do Instituto Arte Viva, teve de pedir ao governador de Valencia pela liberação. Mesmo com o apoio do Ministério da Cultura da Espanha, alguns colecionadores também não queriam deixar suas obras virem ao Brasil. Frances foi lá convencê-los. Em cinco meses, fez 15 viagens a Madri. “Normalmente uma exposição destas leva dois anos para ser organizada. Fizemos em oito meses”, afirma ela. Os europeus já deveriam estar convencidos de que o Brasil, definitivamente, entrou no circuito internacional das artes.

 

LEIA TAMBÉM


Apocalipse now

A idade do ouro

No ritmo
da invenção

De olhos
bem abertos

Amor pela diferença



 
ENQUETE 1

Você é monogâmico?
  Sim
Não
ENQUETE 2

É possível ter prazer
na monogamia?
Sim
Não
Às vezes
FÓRUM 1
O que você acha do comércio de cadáveres feito pelo IML do Paraná?

FÓRUM 2
Em Portugal agora o uso de drogas não é mais crime, é problema de saúde pública. O que você acha disso?
Leia em Artigos On Line
A política do avestruz


EDIÇÕES
ANTERIORES


ESPECIAIS

ASSINATURAS

EXPEDIENTE

PUBLICIDADE

FALE CONOSCO


ASSINE A
NEWSLETTER


 

| ISTOÉ ONLINE | DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | PLANETA | ÁGUA NA BOCA | EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1996/2000 Editora Três