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A SEMANA

No mundo da lua

Fotos: Ag. Ecran

O cientista Benjamin Wilfond é diretor do Projeto Genoma Humano da Universidade John Hopkins (EUA). Esteve em Porto Alegre para participar do I Congresso de Bioética do Cone Sul. Chegou ao evento calçando um sapato diferente em cada pé. “Meu Deus!”, exclamou ele quando deu pelo fato – isso depois de reparar que as pessoas não paravam de olhar para os seus sapatos. Wilfond explicou: “Eu me vesti no escuro no quarto do hotel para não acordar a minha mulher. E peguei os primeiros sapatos que achei sob a cama.”

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Um assalto cinematográfico

Na noite de quinta-feira, 6, o Aeroporto Internacional de Brasília foi palco de uma cena digna dos filmes de ação de Hollywood. Cerca de dez homens utilizando dois furgões e armados com fuzis AR-15 e metralhadoras invadiram a pista do aeroporto e dirigiram-se até um avião 737 da Vasp estacionado em uma das pontes de embarque. Os 70 passageiros com destino a São Paulo e Porto Alegre embarcavam no momento, mas o alvo do assalto eram os três carros-fortes da empresa Confederal que descarregavam malotes cheios de barras de ouro pertencentes à empresa Serra Verde. Na ação, de cinco minutos, os assaltantes conseguiram levar 61 quilos de ouro e deixaram cair outros 28 quilos mais uma pistola 9 milímetros. A carga roubada foi avaliada em R$ 700 mil. A Polícia Federal investiga a possibilidade de vazamento de informações.

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O Robin Hood da cirurgia plástica

Entre recém-nascidos com zero a doze horas de vida, existem na literatura médica cinco casos de cirurgia bem-sucedida para reparação de fendas no céu na boca. Se a operação não for feita com extrema urgência nesse período de meio-dia de vida, o bebê morre. Dos cinco casos, três foram solucionados no Hospital das Clínicas de São Paulo. Todos pelo cirurgião plástico Wagner Fiorante, um dos mais renomados da América Latina. Fiorante comanda uma das mais modernas clínicas de São Paulo: além de equipe multidisciplinar que inclui até assistência psicológica para os clientes, a clínica oferece serviços de transporte e de flat. É frequentada por chiques e famosos e uma cirurgia estética pode custar US$ 50 mil. “Esse é um lado do meu trabalho, mas não é o que me apaixona”, diz ele. Qual seria o outro lado? É que essa mesma infra-estrutura está à disposição – totalmente de graça – da população carente. Um caso que o marcou:
n Um garoto de 13 anos perdeu parte das mãos com a explosão de uma bomba caseira. Foram necessárias oito cirurgias de reparação para reconstituir as palmas das mãos e os dedos. Fiorante acompanhou todo o crescimento do menino que hoje é um jovem de
20 anos com todos os movimentos das mãos.

ISTOÉ – Por que esse trabalho?

Fiorante – A operação reparadora é a verdadeira função de um cirurgião plástico porque reintegra socialmente uma pessoa. Um médico não pode se omitir diante da miséria humana.

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Preconceito nada solidário

A nova campanha da Comunidade Solidária, presidida por dona Ruth Cardoso, está sendo acusada de discriminação. O slogan do programa Alfabetização Solidária diz: “Analfabetismo: elimine essa mancha do mapa do Brasil.” Titular da Comissão de Educação, o deputado Fernando Marrone diz que “é preconceito tratar o analfabeto como sujeira”. Segundo ele a frase do slogan é de quem se sente culpado e quer colocar a culpa do outro lado. A superintendente executiva do programa, Regina Esteves, diz que a palavra mancha foi usada porque o analfabetismo é um problema grave que precisa ser extinto. “Lamentamos que algumas pessoas tenham visto intenção pejorativa no uso dessa expressão”, diz Regina.

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2006 é na Alemanha

A Fifa realizou na quinta-feira 6 em Zurique (Suíça) a votação para escolher o país sede da Copa do Mundo de 2006. Deu Alemanha. Saiu derrotada a África do Sul, apontada como favorita, pela diferença de um voto: 12 a 11. Será a segunda vez que a Alemanha sediará uma Copa (a primeira foi em 1974). O representante de Trinidad e Tobago, Jack Warner, denunciou uma suposta tentativa de suborno: “Passaram uma carta sob a porta do meu quarto oferecendo dinheiro para votar na Alemanha.” Franz Beckenbauer (ao centro), organizador da candidatura alemã, comemorou: “A verdade é que somos bons anfitriões. Temos estádios, transporte e segurança.” Na segunda-feira 3 o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, reiterou o apoio brasileiro à África do Sul. Em troca, os africanos apoiariam o Brasil para 2010.

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