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Pittagate
Referente
à matéria sobre o PAS, Gravação
perigosa (ISTOÉ 1605), devo esclarecer que em nenhum
momento me senti pressionado ou ameaçado pelos promotores
durante meu depoimento como testemunha. Houve interesse e insistência
em saber o nome do autor da proposta de suborno, o que considero
legítimo, mas, no curso do meu depoimento, de cerca de três
horas, foi possível colocar também todas as outras
distorções do PAS.
José Aristodemo Pinotti
São Paulo SP
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Tereza
Grossi
É
lamentável a forma como a questão vem sendo tratada.
Sou colega de trabalho de Tereza e posso atestar seu caráter,
competência técnica e retidão profissional.
É preciso deixar de lado outras questões e aguardar
o pronunciamento da Justiça. Suspeitos são promovidos
(ISTOÉ 1605).
Walter Batista Cancado
Belo Horizonte MG
Acho
que para os funcionários do Banco Central R$ 1,5 bilhão
é dinheiro de cachaça e caracteriza que não
existe responsabilidade naquela casa. Senhores promotores, não
dêem moleza, cadeia não é só para ladrão
de galinha.
Annibal Gaya Neto
Balneário Camboriú SC
Com
referência à matéria veiculada na edição
nº 1605, do dia 5 de julho, página 30, sob o título
Suspeitos são promovidos, solicito que, em relação
a minha pessoa, se esclareçam os seguintes pontos, com base
em meus depoimentos prestados à CPI do Sistema Financeiro,
à Comissão de Sindicância do Bacen e ao Inquérito
nº 008/99 da Polícia Federal: 1) Quando fui chamado
ao Banco Central na noite do dia 14/01/99, meu parecer verbal foi
no sentido de que o Banco Marka deveria ser liquidado extrajudicialmente,
sendo alertado, no entanto, pelo colega dr. Francisco José
Siqueira, que a orientação da direção
do Bacen era no sentido de que não poderia, naquele momento,
ser liquidada qualquer instituição financeira; 2)
Não dei qualquer parecer verbal ou por escrito no sentido
de que fosse prestado socorro financeiro ao banco, máxime
que essa atribuição não é da área
jurídica; 3) Fui arrolado como testemunha pelo Ministério
Público Federal na Ação Penal 9900462726, 6ª
Vara Federal, no Rio de Janeiro, que no jargão forense é
denominada testemunha de acusação; 4) Fui nomeado
para o cargo de consultor jurídico do Ministério do
Planejamento em 02/06/99, antes, portanto, de o ministro Martus
Tavares assumir o cargo. Diante do exposto, é de se concluir
que não posso ser considerado suspeito; não posso
ser acusado de rasgar as normas do BC em favor dos banqueiros; e
não procede a afirmação de que, como prêmio,
virei assessor do ministro do Planejamento, Martus Tavares.
Manoel Lucivio de Loiola
Brasília DF
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