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Capa
É campeão!!!
Estudo inglês elege o brasileiro como o melhor amante do mundo.
Mas ele é bom também na conversa
Leia
também
>>Você
é bom de cama?
>> O que
esfria a transa?
Celina
Côrtes, Rita Moraes e Valéria Propato
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Montagem:Roberto
Weigand sobre foto de Alex Soletto
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Um
casal de náufragos chega a uma praia deserta. O homem quase
tem um infarto ao descobrir que, graças a sua esperteza,
havia salvo de ondas gigantescas ninguém menos que Sharon
Stone. A atriz, eternamente grata, concede-lhe três desejos.
O primeiro pedido do herói, claro, é enroscar-se com
Sharon na paisagem tropical. Saciado, ele exige que ela se vista
de homem e dê a volta na ilha. E insiste num detalhe: Você
agora é o Ernesto. Sharon não entende, mas obedece.
A certa altura, a loira topa com o parceiro, que lhe anuncia entusiasmadíssimo:
Ernesto, você não imagina com quem estou transando!
A moral da famosa piada é óbvia e revela um costume
brasileiro de gosto duvidoso: transar é fundamental, mas
se não contar não tem a menor graça. Que o
brasileiro é bom de gogó, todo mundo sabe. Em mesa
de bar ou no trabalho, depois do futebol, o assunto preferido é
sempre mulher. Há duas semanas, uma pesquisa inglesa deu
mais um motivo para insuflar o ego masculino. O brasileiro foi eleito
o campeão mundial de sexo. O melhor de tudo é que
ele divide o título com as parceiras. O trabalho aparece
no Atlas Penguin do Comportamento Sexual Humano e é assinado
pela médica Judith Mckay, membro do Royal College of Physicians.
Ela tomou o tempo que se gasta no ato sexual como principal medida
de qualidade. Nós gastamos em média de 30 a 60 minutos
das preliminares ao orgasmo, o que, para Judith é um recorde.
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Foto:
Carlos Magno
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| Alicinha
ensina que o primordial é gostar de sexo e não passa mais de
dez dias sem uma transa |
A autora
compilou dados de pesquisas de entidades do mundo todo para mapear
a sexualidade nos vários continentes. Alguns resultados surpreenderam.
Os amantes italianos levam fama, mas não deitam na cama.
Ou melhor, deitam com pressa: levam cerca de 14 minutos em cada
relação. E os formais ingleses estão cada vez
mais calientes, dedicando 20 minutos em média à transa.
Os lanterninhas do ranking são os tailandeses que, desprezando
a calma oriental, consideram dez minutos de sexo mais que suficiente.
Judith fez questão de desfazer o mito de que tamanho é
documento. A técnica e as medidas são o menos
importante para ser bom de cama. Os brasileiros ganham porque parecem
ter mais senso de humor e capacidade de divertir-se com o sexo,
diz. O psicoterapeuta paulista Moacir Costa, especializado em sexualidade,
contesta o trabalho de Judith. Deve-se levar em conta que
se mente muito sobre sexo. Mesmo em pesquisas, aponta. Acho
que o brasileiro vai muito nessa linha de contar para o amigo. É
uma maneira de ele se afirmar no grupo. E isso é um fenômeno
masculino. A mulher até fala no assunto, mas em geral não
conta vantagens. Costa diz ainda que muitos passam a vida
falando mais do que agindo. Ninguém comenta os problemas,
os fracassos. O cara é sempre o garanhão.
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Foto:
Alan Rodrigues
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Mesquita
adora ter relações em banheiro de restaurante e perde o desejo
quando a parceira usa calcinha e sutiã de cores diferentes
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Os
elogiados, no entanto, não se atrevem a desmentir a tese.
De 770 pessoas que responderam à pesquisa Istoé Online
realizada na semana passada, 715 (81,4%) se consideram bom de cama.
Uma segunda enquete indicou que caprichar nas preliminares é
o que mais determina o bom desempenho. Assim como os que responderam
à pesquisa pela Internet, o maratonista carioca Robson Caetano,
35 anos, se considera campeão. Com sua habitual modéstia,
crava: Robson é um excelente amante. É um garanhão.
Que mulher não gosta de uma boca carnuda? Sou neguinho!
Caetano namora a judoca Rosecléia há nove anos e diz
fazer amor com ela duas vezes por semana. Ele é
explicito ao definir um super-herói na cama: Ser cavalheiro
não é só oferecer rosas. A mulher tem de ser
saciada porque são todas bichinhos tarados em potencial,
afirma. A promotora de eventos Alicinha Cavalcanti, 37 anos, também
se dá nota dez. Para ser bom tem de gostar de sexo.
Eu, por exemplo, não me seguro por mais de dez dias. O homem
perfeito é o que sabe explorar o corpo da mulher. Os cariocas
são os melhores nisso. Alicinha se gaba de estar na
média dos 30 minutos de transa. É o mínimo.
Mas posso passar a noite inteira. O segredo é combinar paudurecência
com 100% de umidade, diz. No dia seguinte a um encontro sexual,
Alicinha adora contar detalhes para as amigas. Mas a transa tem
de ser fenomenal. Se for ruim, a regra é calar,
ensina.
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Foto:
Renato Velasco
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Caetano
chama as mulheres de “bichinhos tarados”. O papel dos homens,
em sua modesta opinião, é saciá-las
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Essa
descontração em revelar intimidades e transas sensacionais,
na opinião do sexólogo Nelson Vittielo, presidente
da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana, faz parte do ufanismo
brasileiro. Existe uma euforia em mostrar que somos os seres
mais felizes do planeta, bons de cama, bons de bola, bons de ginga,
diz. Além disso, segundo Vittielo, a cultura ocidental usa
o desempenho sexual como medida de valor. Se você for
um gênio da física nuclear e tiver dificuldades de
ereção, os amigos vão logo dizer: Coitado,
é muito inteligente, mas é brocha! Talvez por
isso tanta fanfarrice se transforma em timidez se o sexo vira problema.
É difícil admitir que algo não vai bem. Principalmente
para os homens. O impacto da falta de orgasmo na vida de uma
mulher não se compara ao estrago que isso causa na vida de
um homem. Ele acha que admitir um fracasso é ainda pior e
prefere alardear um falso sucesso, diz o sexólogo Moacir
Costa.
próxima
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