|
Cinema
|
Foto:
Divulagação
|
 |
|
Vítima
do horror moderno
|
Pânico 3 (cartaz nacional) – O diretor Wes Craven encerrou o
pesadelo da cidadezinha de Woodsboro com chave de ouro. Desta vez,
a diversão é ver os participantes “verdadeiros” das chacinas anteriores
contracenarem com os atores escolhidos para representá-los em Stab
3 (Facada 3), um filme dentro do filme. Destinado a se tornar cult,
Pânico 3 é uma deliciosa mistura de sustos e risadas na qual Sidney
Prescott (Neve Campbell) se tornou a vítima mais cobiçada do horror
moderno, desde os personagens de Jamie Lee Curtis nos anos 70. Mas
agora, ela finalmente encontrou a tranquilidade. Todos os mistérios
foram resolvidos, incluindo o principal deles que é a identidade
do serial killer. Só o pintor norueguês Edvard Munch, autor da tela
O grito – na qual os autores da fita se inspiraram para desenhar
a famosa máscara - jamais vai se livrar da associação com esta trilogia
trash. (L.C.)
Não perca
* Vive
lamour (em cartaz em São Paulo) Mei-Mei
(Yang Kuei-Mei) é uma corretora de imóveis que vive
sozinha e mantém encontros amorosos num apartamento vazio.
Ah-Jong (Chen Chao-Jung) é um jovem que ganha a vida como
camelô, conhece Mei-Mei num shopping e lhe rouba a chave de
casa; Hsiao-Kang (Lee Kang-Sheng) vende urnas funerárias,
tem tendências suicidas, gosta de travestir-se e, para complicar,
também tem uma chave do apartamento de Mei-Mei. Tais ingredientes
resultariam corriqueiros no Ocidente. Mas sob a ótica do
diretor da Malásia, Tsai Ming-Liang, assumem proporções
insuportáveis na desesperançada Taipei, em Formosa,
onde tradição e modernidade travam uma luta mortal.
Vive lamour que lhe rendeu o Leão de Ouro na
Mostra Internacional da Arte Cinematográfica de Veneza, em
1994 é um pesadelo silencioso e altamente erótico.
(L.C.)
Não perca
.............................................................................................
Arte

 |
|
Colheita
de uva: influência da pintura renascentista
|
Desvendando
Pennacchi (Museu de Arte Brasileira da FAAP, São Paulo) – Natural
de Villa Collemandina-Garfagnana, na Toscana, Itália, e formado
pela Academia Real de Pintura de Lucca, Fulvio Pennacchi (1905-1992)
foi profundamente marcado pelo esplendor da arte renascentista de
Florença e redondezas. A herança visual é facilmente identificada
nas cerca de 200 obras que compõem a atual exposição. Reunindo óleos,
desenhos, afrescos, esculturas, móveis e especialmente cerâmicas,
a mostra exibe trabalhos pouco conhecidos do artista, que se radicou
no País em 1929. Participante do Grupo Santa Helena ao lado de Volpi,
Rebolo e Bonadei, Pennacchi buscou retratar o homem interiorano
em seu cotidiano e nas festas populares, inventando um Brasil quase
toscano, como prova Cenas brasileiras, um óleo de 1966. Foi também
um grande criador de obras sacras, em especial os santos de impressionante
humanidade.
(I.C.)
Vale a pena
.............................................................................................
Teatro

As sereias da rive gauche (Centro Cultural São Paulo, sala Jardel
Filho, São Paulo) – Paris dos anos 20 era uma festa e ambiente propício
para que um animado grupo de mulheres lésbicas, talentosas, provocadoras
e provocantes impusessem um modo de vida boêmio e polêmico. Do grupo
transgressor, sete personagens reais – entre elas a escritora Radclyffe
Hall – renascem no palco paulistano, de terça a quinta-feira, como
integrantes de um espetáculo assinado pela cantora e compositora
Vange Leonel, que faz sua estréia na dramaturgia. Gay assumida como
as mulheres que homenageia, Vange optou por retratar as figuras
especiais pela ótica do amor. Embora a montagem guarde uma certa
porção panfletária, o foco principal se estabelece em torno de paixões
arrebatadoras. É neste círculo de desencontros que emerge Thelma
Wood (interpretada com garra por Gina Tocchetto), uma mulher selvagem
e apaixonante, que vai muito além de qualquer clichê sexual.
(C.F.) Vale a pena
|