
|
Golpe forte Derivado do ópio facilita o controle da dor crônica Mônica Tarantino
A dor é
a primeira causa de afastamento do trabalho, independentemente da sua
origem. No Brasil, calcula-se que 35% da população sofre
de dores crônicas, aquelas com duração superior
a seis meses ou sem causa definida. Felizmente, há novas estratégias
de tratamento e medicamentos de última geração,
desde antiinflamatórios que não agridem o estômago
até analgésicos derivados do ópio com menores efeitos
colaterais para melhorar a qualidade de vida das pessoas obrigadas a
conviver com o problema. É nesta última categoria que
se enquadra o Oxycontin, recém-lançado no Brasil pelos
laboratórios Zodiac e Medipharma. À
base de oxicodona, droga sintetizada a partir da substância tebaína
(extraída do ópio), o remédio é duas vezes
mais potente do que a morfina, também da família dos opiáceos.
O uso de
analgésicos opiáceos é maior nos países
europeus e nos Estados Unidos. São recomendados contra dores
graves de pacientes com tumores em estágio adiantado ou submetidos
a cirurgias, com dores reumáticas ou decorrentes de doenças
como a diabete, além das que possuem causas ósseas e musculares.
No Brasil, entretanto, ainda persiste certo receio de que essas drogas
possam mascarar sintomas. Essa visão vem sendo combatida pelos
especialistas. Há maior conscientização.
Já se sabe que os opiáceos são ótimos nos
casos de dor aguda e que menos de 1% dos usuários desenvolve
dependência, explica a médica fisiatra Lin Tchai
Yeng, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Nesse hospital,
as dores relacionadas ao câncer representam 15% dos casos, enquanto
20% a 25% estão associadas a lesões de estruturas nervosas
e 60% correspondem aos problemas musculares e ósseos. Os especialistas investigam estratégias para controlar o problema. A principal delas é a combinação de tratamentos. O recurso simultâneo de medicamentos, acupuntura, exercícios, cuidados psicológicos e métodos de reabilitação é a forma mais eficaz para controlar os vários tipos de dor, assegura a fisiatra Lin Tchai Yeng.
|
|||||||
|
|
|
| ISTOÉ
ONLINE | DINHEIRO
| ISTOÉ
GENTE | PLANETA
| ÁGUA
NA BOCA | EDIÇÕES
ANTERIORES | ESPECIAIS
|
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE | |
|
©
Copyright 1996/2000 Editora Três
|