
Truques de vampiro Dracula conquista público com sua história clássica, agora cheia de efeitos especiais Alex Solnik
Acostumado
ao sucesso em países da América Latina e da Europa, onde
já foi visto por 800 mil pessoas, o elenco de 49 atores, bailarinos
e cantores que encena o musical argentino Dracula se emocionou com os
calorosos aplausos que recebeu na sua passagem por São Paulo.
Num gesto de retribuição, após uma estréia
lotada, o ator Claudio Gabriel Acevedo intérprete do Dr.
Van Helsing, o determinado caçador de vampiros ajoelhou-se
e beijou o palco da casa Via Funchal, onde o espetáculo cumpre
temporada até este domingo 4. Só para se ter uma idéia,
nos dois anos de vida da Via Funchal, raras vezes uma atração
alcançou índices de unanimidade tão altos com conceitos
de ótimo e excelente, conforme pesquisa informal realizada depois
de cada performance com 10% da platéia. A boa recepção
justifica-se pela movimentada montagem, inspirada no clássico
literário do irlandês Bram Stocker, do século passado,
já levado às telas inúmeras vezes. Trata-se de
uma produção requintada de US$ 1 milhão, recheada
de efeitos especiais, luz e fumaça num cenário de tons
barrocos. Da lista de efeitos, há momentos de impacto como quando
Drácula o anti-herói trágico vivido por
Hernan Diego Kuttel surge repentinamente de dentro do espelho,
surpreendendo sua amada Mina (Veronica Torres). Toda interpretada em espanhol, com tradução simultânea em legendas, a trilha sonora é um sucesso de vendas na Argentina, onde o musical está em cartaz há nove anos no Luna Park de Buenos Aires, reciclando-se em temporadas quando a companhia viaja ao exterior. Em sua próxima cartada de peso, a Via Funchal local tradicionalmente dedicado a shows de música popular altera o gênero, mas se mantém nos trilhos das grandes montagens. Nos dias 28 e 29 apresentará uma versão multimídia da ópera Carmina Burana, do alemão Carl Orff, cujo atrativo desta vez serão as imagens em vídeo de detalhes das telas de pintores como os flamengos Hieronymus Bosch e Pieter Brueghel. Para executar a peça popular de Orff foram convocados 280 cantores líricos, acompanhados da Orquestra Sinfônica Municipal. É um aparato à altura do texto da ópera que prega, sem meias palavras, o prazer de uma existência intensa e hedonista. |
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