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Mais rápido que a luz

Foto: Stock Photos

Um dos pilares da física moderna está sendo derrubado. Não é mais verdade a afirmação defendida pela primeira vez por Einstein de que nada no universo pode superar a velocidade da luz (cerca de 300 mil km/segundo). Duas experiências de laboratório conseguiram demonstrar o erro dessa suposição. A mais chocante até mesmo para nosso senso comum, fez um pulso de luz entrar em uma câmara cheia de gás césio. Sua velocidade foi acelerada artificialmente em 300 vezes. Ficou assim tão rápida que, sob essa circunstância toda especial, a parte principal desse pulso de luz saiu pelo outro lado da câmara antes mesmo de entrar nela. É como ver um sujeito cair na rua antes do tropeço que vai derrubá-lo – enxergar o futuro. A teoria de Einstein, porém, não estaria tão errada porque a velocidade não é rápida o suficiente para avisar o sujeito que ele vai cair. Essa, como outras experiências semelhantes, está sendo analisada para publicação na Nature, a revista científica que dá o necessário aval de credibilidade ao trabalho. .............................................................................................



Ao sabor do Danúbio azul


Foto: Sipa Press

No momento em que os EUA e Rússia trocam acusações sobre as respectivas participações na futura estação espacial internacional – os russos são acusados de atrasar o cronograma de construção –, a Nasa aproveita a ocasião para homenagear em seu site na Internet o antigo projeto imaginado por um dos pais da era espacial, Wernher von Braun. A idéia da estação em forma de anel foi reproduzida nos anos 50 em um documentário da Disney para a tevê e, no final dos anos 60, pelo filme de Stanley Kubrick 2001 – uma odisséia no espaço. Uma perspectiva histórica mostra como é antiga a idéia e o desejo de se construir uma casa no espaço, agora um pouco embaçada pelas divergências entre russos e americanos. Talvez ainda tenhamos de esperar um pouco mais para experimentar um passeio orbital ao som do Danúbio de Strauss como imaginado em 2001.
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A volta do Zepelim

Foto: AP

Um dos meios mais antigos de transporte aéreo, o balão dirigível em forma de charuto, volta a ser empregado com promessas competitivas no transporte de carga. A concepção do velho Zepelim foi readaptada por uma companhia alemã, que ampliou a capacidade de carga do veículo para 160 toneladas – o equivalente a cerca de 27 elefantes adultos – a uma velocidade de 100 km/h, com autonomia de alguns milhares de quilômetros de vôo, a dois mil metros de altitude. Os construtores do chamado Cargolifter conseguiram resolver o maior problema dos antigos Zepelins: o próprio peso. Os antigos charutos voadores eram feitos com uma pesada estrutura de metal, de tal forma que a necessária rigidez garantisse a capacidade de carga. O novo modelo dispensa a estrutura metálica. A pressão do gás hélio garante a rigidez de uma estrutura de material sintético muito mais leve que qualquer metal.

Por Norton Godoy

© Copyright 1996/2000 Editora Três

 
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