
Drogas
e cadeiradas Carla Gullo,
editora de Comportamento, e Cilene Pereira, editora de Medicina &
Bem-Estar, uniram esforços, muniram-se dos anticorpos emocionais
exigidos pelo ofício e foram enfrentar os arrasadores efeitos
desse cartel das drogas. E neste caso as vítimas são crianças.
Carla, mãe de duas filhas: Clara, um ano, e Helena, três;
e Cilene, mãe de Cecília, quase três anos, visitaram
orfanatos e falaram com médicos e dependentes para escrever a
reportagem da página 114, tema da capa. Para elas não
foi tarefa fácil relatar, entre outros casos, a história
de três irmãos de um, dois e quatro anos, colocados à
venda pela mãe dependente de crack. Na página
30, a repórter Adriana Souza Silva estréia no time de
ISTOÉ, vinda do jornal Folha de S.Paulo. Ela e Ines Garçoni
descrevem como foi a briga de rua, ou melhor de praça, que envolveu,
de um lado, a ira desafiadora do governador de São Paulo, Mário
Covas, e de outro a estupidez de um pequeno grupo de professores em
greve. O embate proporcionou um lamentável espetáculo
diante da Secretaria Estadual de Educação, em plena praça
da República, no centro São Paulo. Um outro
lado da mesma novela é contado pelo editor de Educação,
Gilberto Nascimento, na reportagem da página 56, sobre professores
obrigados a ter outras profissões para complementar a sua renda.
As histórias contadas por Gilberto são muito mais veementes
do que as cadeiradas da praça da República.
Hélio Campos Mello, Diretor de Redação |
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