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Justiça

Cidadão comum, prejudicado pelas irresponsabilidades, irregularidades e crimes (perdi um apartamento) de Zélia Cardoso quando esteve à frente do Ministério da Fazenda, sinto-me reconfortado pela justa e corajosa decisão do juiz Marcos Vinícios Reis Bastos em condená-la. Se ela ficou triste com o veredicto, o que dizer então dos milhares de brasileiros que perderam suas economias ou das centenas que se suicidaram por terem sido roubados pelo Plano Collor? Voltei a acreditar na Justiça deste país. “Punição por corrupção” (ISTOÉ 1600).
Marcelo Guimarães Arantes
Belo Horizonte – MG

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Ecologia

Sem dúvida nenhuma, o Parque Nacional da Tijuca é um grande exemplo da viabilidade em se manter Unidades de Conservação dentro de limites urbanos. Devemos salientar, no entanto, que ainda há muita polêmica em relação ao fato de esta área, com 3.200 hectares, estar entre as duas maiores do planeta. Sem querer diminuir a sua importância, em uma recente e ampla pesquisa que realizei sobre Parques e Reservas Urbanas, o Parque Estadual da Cantareira, dentro da região metropolitana de São Paulo, com oito mil hectares, é apontado como aquele que possui a maior floresta tropical urbana do mundo. Talvez por não ser um Parque Nacional e não ter o mesmo apelo turístico que a Tijuca, essa importante área da poluída São Paulo é sempre esquecida, até mesmo pelos paulistanos. “Floresta limpa” (ISTOÉ 1600).
Márcio Vitiello
São Paulo – SP

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Feira

Sou feirante e trabalho há mais de 20 anos no campo de São Cristóvão. O meu maior patrimônio é a feira, pois é dali que tiro meu sustento e também onde estão meus amigos e é muito bom fazer o que a gente gosta para quem gosta. “Festa de cabra-macho” (ISTOÉ 1600).
Francisca Alda H. Dias
Rio de Janeiro – RJ

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Oriente Médio

Já é rotineiro o Líbano servir de quintal dos vizinhos ou melhor dizendo, de campo de batalha para eles tirarem suas diferenças, ou até mesmo distraírem seus povos da insatisfação ou problemas internos, marchando em direção ao civilizado Líbano. Isso é cômodo, pois resolve suas particularidades preservando seu território, suas casas, seu patrimônio numa guerra que jamais foi a guerra do civilizado Líbano. “Amargo regresso” (ISTOÉ 1600).
Antonios Hamdar

Rio de Janeiro – RJ

* A respeito da reportagem “Amargo regresso” (ISTOÉ 1600), gostaria de lembrar que Metula nunca foi uma cidade ocupada pelo Exército israelense. Apesar de ser uma cidade fronteiriça, Metula nunca fez parte do conflito com o Líbano, e é uma cidade que sempre pertenceu e pertencerá ao território israelense, e não ao Líbano. Esclareço, ainda, um fato da maior gravidade: a “tragédia” da ocupação do Sul do Líbano, citada na matéria, não foi decorrente de um simples “ataque” por parte de Israel. A criação da faixa de segurança no Sul do Líbano aconteceu para colocar fim aos ataques das guerrilhas libanesas às colônias agrícolas e cidades israelenses perto da fronteira, que resultaram na morte de muitos civis israelenses, durante anos. As consequências do estabelecimento da faixa de segurança não são discutidas, mas a realidade é que ela não foi resultado de um simples “ataque”, e sim a única maneira de conter a violência e a morte de cidadãos israelenses, cuja vida continuará sendo defendida a qualquer custo, como afirmou o próprio primeiro-ministro de Israel, sr. Ehud Barak.
Ran Yaakoby
Consul de Israel em São Paulo
São Paulo – SP

ISTOÉ responde: A cidade de Metula foi ponto de saída dos soldados israelenses e realmente não foi ocupada pelo Exército de Israel. Os termos “zona de segurança” ou território ocupado e outras terminologias usadas nas guerras do Oriente Médio foram exaustivamente discutidos durante um curso em Israel do qual participou a repórter Kátia Mello, ministrado e patrocinado pelo Ministério das Relações Exteriores. Como foi dito naquele curso – que vale a pena destacar por ser de alto nível e extremamente democrático –, as terminologias são usadas como metáforas e dependem das situações políticas.

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Greves

O movimento grevista, que faz parte da nossa cultura, é transformado pelos alunos em processos internos, sendo essenciais ao desenvolvimento mental. A greve também tem objetivos específicos de recriar conceitos e reinterpretar a vida, servindo de exemplo a nossos alunos da relação do homem com o mundo, numa posição transparente de autonomia, de luta de classe, de coragem e de negociação. A greve é um exemplo de como é possível ao homem colocar as teorias do construtivismo em prática, ensinando os alunos a exercer a cidadania, ou seja, a qualidade de cidadão no conjunto de direitos e liberdades políticas, sociais e econômicas, já estabelecidos pela nossa Constituição. “A vez da classe média” (ISTOÉ 1599).
Aguinaldo Campos Pimente

Carangola – MG

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Transcomunicação

* Parabenizo o articulista Henrique Fruet pela matéria “Muito além do jardim” (ISTOÉ 1599). Acredito que vai criar uma celeuma muito grande em torno do assunto vida após a vida, coisa transcendental que só os céticos, por mediocridade ou egoísmo, ou as duas coisas juntas não conseguem conceber.
José Carlos de Souza Neto
Ipatinga – MG

* Não é de agora que tem gente que se comunica com “supostos” espíritos de mortos; mas, agora realmente virou moda consultar falecidos até mesmo através da Internet. Esses tais espíritos familiares com certeza existem, mas todavia não são de falecidos e sim espíritos infernais que vêem das trevas para enganar as pessoas.
Fernando Aparecido do Prado
São Paulo – SP

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Gil

* É inaceitável que um grande astro da MPB e gênio na história brasileira considere o atual presidente FHC como um dos melhores que o Brasil já teve. É claramente perceptível a grande crise que o Brasil enfrenta agora, afetando toda a população com exceção dos elitizados (talvez esta seja a classe em que o cantor se insira). É bom lembrar que o sucesso de Gil não é reflexo do apoio de governantes, logo ele não necessita fazer propaganda para estes, mesmo por que os argumentos usados para elogiar o presidente e seu governo não têm fundamento.“Crítico zen” (ISTOÉ 1599).
Jara Souza Oliveira
Feira de Santana – BA


* É decepcionante ler declarações que não condizem com o passado e a arte desse grande artista. Um artista como Gil não precisa fazer média com essa gente que só contribui para a desinformação do nosso povo. É lamentável o caminho político do Gil.
José Ferreira Calado Filho
Cafarnaum – BA

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Hidrelétricas

ISTOÉ publica na edição 1599, na coluna Fax Brasília, notícia da associação da empreiteira com a Companhia Vale do Rio Doce para a construção da hidrelétrica de Candonga, em Minas Gerais. Esclareço que não foi feito nenhum contrato de empresas do Sistema Eletrobrás com a OAS desde janeiro de 1995, início do primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Cabe lembrar que a OAS e a Vale do Rio Doce são empresas privadas e associam-se ou deixam de associar-se quando bem entenderem. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) colocou à disposição da iniciativa privada vários aproveitamentos hidrelétricos onde poderão ser construídas usinas de geração de energia. A empresa ou consórcio que apresenta o melhor projeto, para cada aproveitamento, obtém a concessão, por se tratar do uso de um bem público (o rio e a queda d‘água). O governo não contrata nada, não gasta absolutamente nada com isso. O consórcio formado pelas empresas Vale do Rio Doce e EPP (Energia Elétrica Promoções e Participações Ltda.) venceu o leilão para o aproveitamento hidrelétrico de Candonga, em Minas Gerais, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 28 de janeiro de 2000. O empreendimento será realizado exclusivamente pela iniciativa privada. Daqui para a frente, com a abertura do setor elétrico aos empreendedores privados, será cada vez mais corrente investidores, nacionais ou estrangeiros, obterem concessões na Aneel para a construção de hidrelétricas e linhas de transmissão de energia. Vale ressaltar que 80% do mercado de distribuição de energia no País já é privado e mais de 20% da geração de energia também é feita pela iniciativa privada. “Jader, ACM, OAS e a área de energia” (ISTOÉ 1599).
Rodolpho Tourinho
Ministro de Estado de Minas e Energia
Brasília – DF

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Banco Nacional

Quero registrar meu protesto contra o subtítulo da matéria “Dinheiro eterno” (ISTOÉ 1599) de Liana Melo. A frase citada entre aspas “O problema é que fui educada para gastar, e não para pedir”, atribuída a mim, não foi dita por mim em nenhum momento da entrevista que também foi presenciada pela jornalista Vera de Souza. Quem me conhece sabe que não são esses meus valores nem é essa a minha prática de vida. Se tivesse sido educada para gastar não teria trabalhado desde que me formei aos 23 anos de idade.
Ana Lúcia Magalhães Pinto
Rio de Janeiro – RJ


ISTOÉ responde: O protesto não procede. A afirmação de Ana Lúcia Magalhães Pinto foi feita num contexto específico, o que está claro na reportagem. Ela foi perguntada sobre como se sentia tendo trocado de lado. Quando executiva do Banco Nacional, ela liberava recursos para projetos culturais; hoje, como diretora da Casa França-Brasil, tem de pedir patrocínios em vez de concedê-los.

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Errata

Por erro do Instituto Brasmarket na pesquisa sobre Vila Velha, publicada no encarte (ISTOÉ 1599), que circulou apenas no Espírito Santo, o nome do vereador Edmar Azevedo Nunes (PMDB), liderança local, saiu como Esmar.

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Cartas para esta seção, com endereço, número do RG e telefone, devem ser remetidas para: Diretor de redação, ISTOÉ, Rua William Speers, 1.088, Lapa, São Paulo, CEP 05067-900. FAX: (11) 3611-7211. As cartas poderão ser editadas em razão do seu tamanho ou para facilitar a compreensão.
Correio eletrônico: istoe@zaz.com.br

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