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A triste história da empregada do ministro e sua carteira de trabalho

Aroeira/O Dia

LSN, censura, exército contra o MST... evolução é isso aí!

A administradora pública Lúcia Félix, especialista na área de Previdência, tomou um susto quando contratou Clésia dos Santos Pinto como empregada doméstica de sua mãe. Descobriu que a moça trabalhara na casa do ministro da Previdência, Waldeck Ornelas. Clésia saiu de lá contando irregularidades trabalhistas cometidas pelo ministro. “Para começar, Clésia me apresentou a empregada anterior do Waldeck Ornélas, chamada Nazaré. A moça trabalhava sem carteira assinada”, afirma Lúcia. Depois, segundo ela, o problema foi com a própria Clésia. A empregada foi demitida, no dia 30 de outubro, em meio a uma licença médica, o que já é irregular. Com atraso, seis dias depois, o ministro pagou a contribuição previdenciária de sua ex-empregada. Mas não pagou a contribuição sobre a parcela do 13º. “Era pouco, cerca de R$ 2, já que o salário dela era de R$ 200. Mas um ministro da Previdência não pode fazer isso”, protesta Lúcia Félix. Fosse num país sério, Waldeck estaria encrencado.
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Lavando as mãos


Tudo bem. Já que mandaram, a Superintendência do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul contratou, sem licitação, o escritório Tápia Advogados, para tratar de questões trabalhistas. Mas fez constar na edição do Diário Oficial da União, na quarta-feira 10, que a contratação ocorreu “por determinação da diretoria colegiada da Conab”.
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Escândalo no Fundef


A farra dos prefeitos com as verbas do Fundef já atrapalha a imagem do Brasil lá fora. A Anistia Internacional conseguiu asilo na Suíça para o vereador Ricardo Alvarenga, que denunciou o rombo no município de Águas Lindas (GO).
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Bom para os EUA


Uma delegação do Senado brasileiro foi aos EUA estudar como são os gastos dos senadores de lá. ACM já está distribuindo o resultado dos estudos a seus colegas: os gabinetes dos gringos funcionam como unidades orçamentárias autônomas, com verba de cerca de US$ 3,14 milhões ao ano para pagar tudo, de seu próprio salário e moradia aos gastos com funcionários, correio e telefones. Em outras palavras: já andam pensando por aqui numa forma de aumentar rendimentos sem parecer que houve aumento de salários.
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Guerra de vaidades

Começou a temporada de desentendimentos dentro do Palácio do Planalto. A brincadeira maldosa agora é espalhar apelidos contra os adversários, sempre adicionados de uma pitada de veneno: “Submarechal Carandiru”, “General Mandacaru”, “Futuro-ministro Angorá”, “Ministro Pavão”, “Conde Drácula”... Tem de tudo! Para quem conhece a turma, basta pensar um pouquinho que se vai decifrando os personagens.
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“Tanto o Itamar pode apoiar o Lula, como nós podemos vir a apoiá-lo”
Do presidente do PT, José Dirceu, explicando que a aproximação com Itamar Franco é para valer

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Rápidas

* Enquanto FHC faz planos de recriar um serviço de xeretagem da vida alheia ao estilo SNI, a Polícia Federal mantém vivo um órgão que já atormentou muito: o Dops.

* O presidente da Embratur, Caio Luiz Carvalho, foi confirmado no cargo pelo ministro Carlos Melles. Com apoio de FHC, é o oitavo ministro ao qual Caio sobrevive.

* O Ibope está à procura de um porta-voz. Pesquisa realizada pelo instituto revela que esta pode ser a solução para melhorar a sua própria imagem.

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Por Tales Faria - Colaborou Mino Pedrosa

© Copyright 1996/2000 Editora Três

 

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