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Televisão
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Foto:
Divulgação
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ANQUILOSSAURO:
fantasia pré-histórica por computador
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Caminhando
com dinossauros (Discovery Channel, domingo, às
21h, com reprises nos dias 17, à 1h; e 30, às
21h) Eles desapareceram há mais de 60 milhões
de anos, mas ainda exercem enorme curiosidade que em grande
parte pode agora ser dissipada em Caminhando com dinossauros,
o mais caro documentário já realizado pelo canal
por assinatura Discovery, que se associou à BBC inglesa
na empreitada. A minissérie de três horas, totalmente
filmada em florestas do Chile, da Nova Zelândia e da
Califórnia, com os animais posteriormente inseridos
por computador, tenta reconstituir a rotina dos bichões
na terra, no céu e no mar. Com recriações
capazes de se igualar às incursões de Steven
Spielberg no cinema, a produção simula desde
ações predatórias sanguinolentas até
situações mais frugais de espécies não
tão popularizadas como o Anquilossauro. (C.F.)
Assista até o fim
Discos
Cole
Porter & George Gershwin canções,
versões, com vários intérpretes (Geléia
Geral) O jornalista, escritor e letrista Carlos Rennó
conseguiu a tarefa louvável de reunir alguns dos maiores
nomes da MPB, entre eles Caetano Veloso, Chico Buarque, Elza
Soares, Gilberto Gil, Zélia Duncan, Rita Lee e Cássia
Eller, para cantarem letras que escreveu ou co-escreveu para
as músicas mais conhecidas daqueles que são
considerados os compositores americanos do século.
Com uma única exceção feita a Youre
the top (Você é o mel), vertida por Augusto de
Campos, de resto Rennó assinou um projeto intelectualmente
perfeito, mas de resultado duvidoso, pois em português
nem todas as letras são eufônicas. Musicalmente,
no entanto, é um trabalho soberbo, valorizado pelos
arranjos de orquestra criados por um dream team de músicos
arregimentados pelo produtor Rodolfo Stroeter. (L.C.)
Ouça com atenção
Show
Nina Simone (São Paulo, Via Funchal, dia 13; e Bourbon
Street, 14; e Rio de Janeiro, ATL Hall, 18) – Conhecida na
intimidade pelo mau humor e pela capacidade de criar confusões,
mas mundialmente lembrada pelo inegável talento de cantora,
a americana da Carolina do Norte volta ao Brasil para uma
série de concertos acompanhada de seu piano. Na última vez
em que se apresentou no País, em agosto de 1997, Nina – que
viveu o auge da sua carreira, com apresentações e discos memoráveis
nos anos 70 – se mostrou bastante abatida, com um brilho opaco
na voz grave-metálica que a caracterizou. Não importa. Nina
Simone já é lenda e revê-la é sempre um acontecimento. (A.R.)
NÃO PERCA
*
O barulho dos Inocentes, com Inocentes (Abril Music)
No início dos anos 80, após quase uma década
de atraso, o punk-rock chegou ao Brasil, influenciando bandas
como Cólera, Garotos Podres e Ratos de Porão.
Os Inocentes, um dos melhores grupos da época, liderado
pelo vocalista e guitarrista Clemente, ressurge com a velha
vitalidade numa panorâmica do punk, incluindo clássicos
do gênero como São Paulo, aquela dos versos furiosos:
Sem São Paulo, o meu dono é a solidão...
Em tempos mais cínicos, algumas letras fustigando o
sistema soam ingênuas. Mas o som furioso e a resistência
de Clemente continuam firmes, e inquebráveis. (C.F.)
Ouça com atenção
Teatro
Eles
não usam black-tie (Teatro do Sesi, Rio de Janeiro)
Questionamentos éticos e ideológicos
como os contidos no texto do ator e dramaturgo Gianfrancesco
Guarnieri, por mais pertinentes que sejam, atualmente andam
bem raros nos palcos brasileiros. Já na primeira cena,
fica evidente que aquela não será uma história
de amor como outra qualquer. No meio da sala, assistindo
ao namoro de Tião (Eduardo Moscovis) e Maria (Teresa
Seiblitz), está uma foto de Karl Marx, como que abençoando
a casa carioca de favela. O foco, porém, não
se fixa na paixão do casal, que assume o noivado depois
que Maria descobre a gravidez precoce. Funcionando como pano
de fundo, o romance é desculpa para mostrar os conflitos
de consciência de Tião diante da escolha entre
seguir os passos do pai, um operário militante político,
e tentar um caminho melhor para ele e sua futura mulher. Para
contar esse dilema ideológico, Marcus Vinícius
Faustini imprimiu uma direção leve e densa na
medida certa. A peça se desenvolve num crescendo sutil,
até chegar ao belo e emocionante final, com interpretações
dignas de prêmios de Sebastião Vasconcelos e
Ana Lúcia Torre. (C.M.)
Não perca
Link
relacionado:
www.discovery.com
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