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FINANÇAS PESSOAIS

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Previdência privada complementa aposentadoria

posentadoria pública nunca garantiu renda razoável a ninguém. Na busca por uma complementação, os planos de previdência privada crescem exponencialmente, favorecidos pela estabilidade econômica. Esses planos são um processo de acumulação financeira com base em contribuições mensais feitas pelo cliente. A esses recursos somam-se os rendimentos obtidos pela aplicação do dinheiro ao longo do tempo. O resultado é um montante que pode ser resgatado de uma só vez ou transformado em renda mensal vitalícia, ao gosto do freguês.

Bancos e seguradoras oferecem algumas dezenas de planos de previdência. Os mais comuns são os Tradicional, Fundos de Aposentadoria Privada Individual (Fapi) e Planos Geradores de Benefícios Livre (PGBL). O primeiro garante rendimento mínimo de 6% ao ano, mais IGP-M, e justamente por isso deve ser olhado com atenção. Como alguém pode assegurar contratualmente um porcentual de ganho diante da incerteza do que acontecerá com as taxas de juros daqui a 10 ou 20 anos? “A tendência é de que as empresas que oferecem esse produto induzam à transferência para o PGBL ao longo do tempo”, aposta Eduardo Bom Angelo, presidente da Cigna Previdência. Os outros dois tipos – Fapi e PGBL – funcionam como fundos de investimentos. Não há garantia mínima de rendimento, mas permite ao cliente escolher onde aplicar o dinheiro. Os recursos podem ir para títulos públicos ou fundos mais ousados, como renda variável. A vantagem é que os ganhos podem ser maiores e todo o excedente é revertido ao cliente, ao contrário dos planos tradicionais, que revertem apenas parte desse ganho.
Marineide Marques

A renda mensal varia de acordo com o valor do depósito

contribuição mensal (R$)

Idade de entrada
Idade de saída
100
200
300
25
65
4.688,66
9.337,33
548,52
30
65
2.740,17
5.480,34
220,52
35
65
1.595,71
3.191,41
4.787,12
40
65
916,52
1.833,04
2.749,56
45
65
513,46
1.026,92
1.540,37
50
65
274,26
548,52
822,78
Fonte: Unibanco AIG Previdência. As projeções correspondem ao PGBL com 100% de renda fixa. Os cálculos embutem parâmetros da instituição e podem variar se comparados a outra empresa.

Dicas

* Compare as taxas de administração cobradas pelas diversas instituições.

* Certifique-se de que o plano escolhido é flexível, permitindo a suspensão temporária dos depósitos em caso de dificuldades financeiras.

* Acompanhe o desempenho de seu administrador de recursos. Os rendimentos obtidos por cada um são públicos e divulgados por alguns jornais.

* Depósitos em previdência privada permitem dedução de até 12% da renda bruta para efeito de Imposto de Renda.

* Conheça os prazos de carência e as penalidades impostas para resgates antecipados.

* possível transferir os recursos para outra operadora, sem ônus, caso esteja descontente com a empresa que administra seu plano.

* Pergunte qual é o fator de conversão de renda usado pelas diversas empresas antes de fechar contrato. Quanto maior, melhor.

* Na média, as pessoas necessitam de 70% de sua renda atual para viver relativamente bem depois de aposentadas.

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