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EM CARTAZ

Dança

Balé de Hamburgo (Theatro Municipal de São Paulo, de 11 a 13) – Nesta segunda viagem ao País, a companhia alemã traz como principal atração a nova versão de Sylvia, coreografia histórica que inaugurou a Ópera de Paris, em 1876, e agora foi praticamente reinventada pelo americano John Neumeier, desde 1973 diretor artístico e coreógrafo daquele que é considerado um dos balés mais conceituados do mundo. Na sua releitura, a ninfa e caçadora do enredo original foi transformada numa jovem atleta tiranizada pela deusa Diana, que virou uma técnica rigorosa. Essas liberdades são um dos traços do estilo de Neumeier, que, com uma sapatilha no clássico e outra no moderno, já havia realizado O lago dos cisnes ambientado na corte de Ludwig II e A bela adormecida cujo amado não era um príncipe, mas um rapaz de jeans. (I.C.)
VALE A PENA

Show

Nina Simone
(São Paulo, Via Funchal, dia 13; e Bourbon Street, 14; e Rio de Janeiro, ATL Hall, 18) – Conhecida na intimidade pelo mau humor e pela capacidade de criar confusões, mas mundialmente lembrada pelo inegável talento de cantora, a americana da Carolina do Norte volta ao Brasil para uma série de concertos acompanhada de seu piano. Na última vez em que se apresentou no País, em agosto de 1997, Nina – que viveu o auge da sua carreira, com apresentações e discos memoráveis nos anos 70 – se mostrou bastante abatida, com um brilho opaco na voz grave-metálica que a caracterizou. Não importa. Nina Simone já é lenda e revê-la é sempre um acontecimento. (A.R.)
NÃO PERCA

Simply Red (São Paulo, Credicard Hall, dia 15; e Rio de Janeiro, ATL Hall, 16) – A banda de Manchester, Inglaterra, surgida em 1985, já teve várias formações, mas nunca perdeu sua maior identidade na voz negróide de Mick Hucknall. Dentro da turnê Spirit of your life, ele e seu novo grupo voltam ao Brasil para divulgar o sétimo disco do Simply Red, Love and the russian winter, um trabalho mais dance do que o habitual, com canções que não remetem exatamente à atmosfera cool-romantic da banda, mas ainda assim agradável. O que os fãs esperam, contudo, é que Hucknall e sua trupe interpretem Stars, Holding back the years ou A new flame, entre tantas outras delícias. (A.R.)
VALE A PENA

Discos

Amazonas, com João Donato Trio (Elephant Records) – Acompanhado pelo contrabaixista Jorge Helder e pelo prestigiado baterista Claudio Slon, o compositor acreano mostra em temas como A rã, Bananeira e Sambolero por que é considerado um dos maiores músicos brasileiros, cujo estilo econômico e inspirado continua inovador. O álbum instrumental está sendo lançado em turnê mundial e nesta semana passa pelo Mistura Fina carioca nos dias 13, 14 e 15. No show e no disco, Donato mostra as parcerias com João Gilberto, Glass beads e Coisas distantes, dois exemplos de que só os gênios enxergam o óbvio e nos brindam com o raro. (L.C.)
OUÇA SEM PARAR

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