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Biônico
Fiquei muito feliz em poder retribuir à comunidade
brasileira um pouco do que recebi durante meus 28 anos de
Brasil. Todos que leram a matéria de capa, e me telefonaram
do Brasil, acharam o artigo excelente. "Quase um homem biônico"
(ISTOÉ 1584).
MIGUEL NICOLELIS
Professor do Depto. de Neurobiologia,
Duke University
Durham - EUA
Reichstul
A entrevista dada pelo presidente da Petrobras, Henri Philippe
Reichstul, não passou de uma maldisfarçada jogada de marketing.
O cínico e edulcorado mea culpa não convence ninguém que disponha
de um mínimo de informação. "Uma trágica lição" (ISTOÉ 1584).
EDUARDO BOTTALLO
Santo André - SP
A entrevista com o presidente da Petrobras mostrou a quem
não o conhecia, como eu, que ele está malpreparado para a
função que exerce. Seria precisamente esta a intenção de quem
o nomeou? Durante toda a entrevista ele tenta desviar o foco
para as medidas a posteriori, quando o que se pergunta é:
sendo a Petrobras do porte que é, não entra na cabeça de qualquer
pessoa (nem precisa ser engenheiro ou técnico) que a tubulação
sinistrada operasse sem circuitos de instrumentação e controle.
Como morador da zona sul, senti-me envergonhado ao ler suas
palavras: "Já havia um entendimento claro de que a mancha
de óleo não iria se deslocar para as praias da zona sul, mas
a população estava assustada, insegura." Quer dizer que derramar
óleo no fundo da baía pode, ou é menos grave, porque não incomoda
os chiques e famosos? Depois ele diz: "Se este acidente servir
para aumentar a consciência ambiental do País, estamos dispostos
a pagar este preço." Se ele está disposto, devia falar no
singular. Eu e muitos outros não estamos dispostos.
MÁRIO SERRÃO
Rio de Janeiro - RJ
Leonel
Brizola
Boa e oportuna a entrevista com o mestre Brizola. Aos 78 anos,
ele ainda esbanja idealismo e lucidez, contrastando com a
maio-ria dos políticos brasileiros. "Sr. Metralhadora" (ISTOÉ
1584).
JOSÉ PIMENTA
Castanhal - PA
Ante a corrupção generalizada do governo FHC, da falência
dos Poderes Judiciário e Legislativo e dos políticos de um
modo geral, ao ler a entrevista do eminente homem público
Leonel de Moura Brizola, minhas esperanças renasceram.
MILTON GUEDES GUIMARÃES
João Pessoa - PB
Greca
Em reportagem realizada pelo prestigiado jornalista Mino Pedrosa,
sob o título "Barrado na festa" (ISTOÉ 1584), reportando diálogo
que teria sido gravado com o senhor Alejandro de Viveiros
Ortiz, tendo feito referência à empresa Brasbin, esclarecemos
o quanto segue: a) Somos uma empresa regularmente constituída
em todos os órgãos governamentais. b) Quando da apresentação
dos documentos referentes aos equipamentos que representamos,
utilizamo-nos de mensageiro e outras vezes de correio via
Sedex. c) Não participamos de qualquer espécie de corrupção,
mesmo que por interpostas pessoas, refutando toda e qualquer
acusação nesse sentido. d) Assim pensando, neste primeiro
momento, cumpre então aclarar-lhe nosso inteiro dissabor pela
inverdade lançada na conceituada revista, que por certo, só
poderia ter sido produzida por pessoa psicopata, aguardando
que desta faça publicação. e) Quanto aos demais de interesse
processual, estaremos à disposição da Justiça, aliás como
já fizemos sem delongas, para esclarecer toda e qualquer dúvida
lançada.
BRASBIN COML., IMPORTAÇÃO, EXPORTAÇÃO E SERVIÇOS LTDA
Segismundo Secemsk
São Paulo - SP
Gostaria de parabenizar a equipe da ISTOÉ pela apuração de
denúncias envolvendo o ministro Rafael Greca. Acho que ele
imaginava que a imprensa nacional tivesse o mesmo comportamento
que a imprensa do Paraná, que sempre o admirou pelos grandes
monumentos que construiu pela cidade, em vez de questionar
o ex-prefeito pela falta de respeito pela população mais carente.
MARIA DA SILVA
Curitiba - PR
Na reportagem sobre o ministro Rafael Greca, no box "Combate
ao clima hostil", ISTOÉ desenvolve um texto deselegante, indigno
de uma revista séria, de grandes serviços prestados à população.
Em vez de ir direto ao assunto e sugerir claramente que o
ministro Greca tem um caso com seu funcionário Almir, o texto
disfarça o tema como uma excessiva preocupação de Greca com
seus funcionários, perfazendo um tipo de redação mais típica
das revistas de fofoca.
EDUARDO PAIVA
Curitiba - PR
Preconceituosa a agressão íntima e pessoal com a figura
do ministro. A revista e o jornalista não faltaram com o respeito
apenas com o ministro, mas com todo o Paraná.
SHEILLA FIGLARZ
Curitiba - PR
ISTOÉ responde: A revista publicou a informação não
por preconceito, mas porque caracteriza uma atitude de favorecimento
pessoal.
Educação
Parabéns pela reportagem "A guerra do canudo" (ISTOÉ 1584).
Ela traz à tona a necessidade de um amplo debate nacional
sobre o papel dos órgãos responsáveis pela política do ensino
superior no Brasil.
VALBERT CARDOSO
Belo Horizonte - MG
De acordo com a política de quantidade do MEC (não seria do
Banco Mundial?), a conclusão mais honesta do secretário Baeta
deveria ser: "Quem tiver para pagar fica. Quem não puder pagar
está fora."
ARNO ROBERTO GÜNTHER
Florianópolis - SC
Excelente a reportagem, mas, ainda, está incompleta. Faz parte
da situação o fechamento das representações do MEC (delegacias)
nos Estados, ocorrida em dezembro de 1998. Agora não há nenhum
controle sobre instituições isoladas de ensino superior. As
universidades há muito já vinham fazendo o que bem entendiam
já que, inatingíveis pelas delegacias, contavam com a omissão
da SESu para fazer o que bem entendiam. Tem instituição no
Rio Grande do Sul oferecendo curso em regime especial (de
férias, sem cumprir os 200 dias letivos) sem prévia autorização
do CNE. A SESu sabe e nada faz, mas quer restringir a autonomia
das universidades federais que ainda se atrevem a produzir
conhecimento de qualidade numa área onde o MEC parece querer
ver reinar apenas as grandes empresas.
DENISE M. DORNELLES OLIVA
Poa - RS
Cade
Quanto mar de lama! Não se salva um. O fato de haver suspeitas
na conduta de funcio-nários como Gesner Oliveira (presidente
do Cade) é o suficiente para colocar em cheque toda a máquina
administrativa do governo. É por essas e outras que o PT vai
levar um bom tempo para ser situação. "O poderoso Cade sob
suspeita" (ISTOÉ1584).
ALFREDO FIRMINO DE CARVALHO
São Paulo - SP
Remédios
Ministro Serra, parabéns pelos genéricos. Até que
enfim um ministro enfrenta o cartel dos laboratórios. O povo
ainda precisa de mais ajuda! Continue se mostrando presente.
"Gotas amargas" (ISTOÉ 1584).
MARIA CRISTINA G. DE LAURENTIS
São Paulo - SP
Quem fica doente sabe que desde 1994 os remédios aumentaram
extorsivamente, muito acima da inflação. O Ministério da Saúde
sabe disso também, mas para os Chicago-boys do Ministério
da Fazenda e da Secretaria de Acompanhamento Econômico os
reajustes se deram dentro da normalidade do tal mercado e,
vão além, acham errado qualquer política de controle de preços.
Esquecem-se estes senhores que nos países de onde vêm estes
laboratórios os preços sofrem controle estatal sim. Os gastos
com pesquisas são feitos nos países centrais, nos subdesenvolvidos,
como o Brasil, onde a mão-de-obra é barata e os preços chegam
a ser maiores do que os praticados na Europa e nos EUA.
ALEXANDRE MOURA DE BIVAR
Rio de Janeiro - RJ
Áustria
A nova coalizão de poder na Áustria, que inclui participantes
da "extrema direita xenófoba e racista", nas palavras de ISTOÉ,
preocupa por pelo menos dois motivos. O primeiro é óbvio e
relaciona-se com a própria presença do FPO no governo austríaco.
Mas preocupam também as razões apresentadas pelo presidente
da Áustria para justificar tal presença: "Numa democracia
o que conta é a vontade do povo." Ora, uma democracia deve
prever mecanismos institucionais que a protejam de projetos
autoritários e antidemocráticos, mesmo que tais projetos contem,
eventualmente, com o apoio de uma maioria votante. Senão,
por este raciocínio, pode-se afirmar que o povo, numa democracia,
pode tudo, inclusive acabar com o poder do povo. "Herdeiro
de Hitler" (ISTOÉ 1584).
ANTHERO MEIRELLES
Brasília - DF
Vera
Fischer
Parabéns à atriz. Nada mais feio, diria até horrível,
que um púbis feminino depilado. Frase de Vera Fischer explicando
por que não depila as virilhas (ISTOÉ 1584).
ROSÁRIO PITELLI
Bebedouro - SP
Vitoriosos
Linda a reportagem "Retratos de vida" (ISTOÉ 1583). Gostaria
apenas de lembrar que numa (UTI) não existe apenas a sensibilidade
do médico, mas sim de uma equipe multidisciplinar que até
na maioria das vezes passa mais tempo com o paciente como
é o caso das enfermeiras, técnicas de enfermagem e auxiliares
de enfermagem, entre outros profissionais, que tudo fazem
para a recuperação dos pacientes e nunca são lembrados.
REGINA ESTELA BARBOSA
Almirante Tamandaré - PR
Meu primeiro e único filho foi vítima de um parto prematuro
e mal-elaborado, levando-lhe a uma anoxia (falta de oxigênio),
deixando sequelas irreversíveis. O amor que tenho por ele
deixou-me ousada para enfrentar as adversidades da vida e
minhas energias foram canalizadas em fé e amor com o objetivo
de reverter o prognóstico sombrio que foi dado a ele. Hoje
o meu filho é medalhista em várias competições de natação
em nível nacional e internacional, participou da travessia
do rio Negro sendo o primeiro portador de deficiência a participar
e concluir esta prova, fez o primário, o curso de informática,
estuda o idioma espanhol e com muita perseverança está fazendo
o supletivo do primeiro grau. Aprendi a transformar os nãos
da vida, as noites de solidão e incertezas de um novo amanhã
em componentes para recarregar nossas baterias com esperança,
fazendo com que as mesmas não morram.
SOCORRO DIAS
Manaus - AM
Da dor de cabeça veio a falta da memória (100%). No primeiro
hospital em que fui atendido houve a suspeita de um tumor
cerebral. Fui para outro hospital onde passei por vários exames
complexos. Fui acompanhado por uma equipe de médicos e enfermeiros
competentes, sérios, carinhosos que sempre estiveram ao meu
lado e por equipamentos de última geração. Na punção, retiraram
mais de 100ml de infecção do meu cérebro. O diagnóstico confirmou
que era abcesso cerebral e não câncer. Passei a tomar medicação
com base de antibióticos de quarta geração num tratamento
que duraria cerca de 45 dias e acabou durando 125. Como os
antibióticos não venciam a infecção, face a sua intensidade,
fui submetido a duas cirurgias no cérebro. Fiquei analfabeto,
com muita dificuldade para falar (não conseguia nem pronunciar
copo d'água) e perdi todo o movimento dos membros esquerdos
do corpo (mão, braço, perna e pé). Hoje completou um ano.
Recuperei a memória, leio, escrevo, falo, ando e retornei
à minha carreira. Um dos médicos falou que sou um touro por
ter conseguido. Mas isso só foi possível pelo milagre de Deus
(João 11-4), pelo apoio da minha família, médicos, enfermeiros
e amigos.
LUIZ CESAR MANDARINO
Petrópolis - RJ
Negros
Gostei muito da reportagem "Orgulho à flor da pele"
(ISTOÉ 1583), falando sobre o negro no Brasil, com relatos
de grandes personalidades negras de nosso país, que não se
deixaram discriminar por sua cor.
ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA
Serra - ES
Não há como. O negro faz parte do cotidiano no Brasil apesar
de termos um racismo hipócrita e velado. A reportagem mostra
sim o orgulho de poder ser o que cada um de nós é: afro descendentes
que ajudaram a construir este imenso Brasil.
AZENIR ALVES
São Paulo - SP
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