Nº 1585 - 16/02/2000
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Biônico
Fiquei muito feliz em poder retribuir à comunidade brasileira um pouco do que recebi durante meus 28 anos de Brasil. Todos que leram a matéria de capa, e me telefonaram do Brasil, acharam o artigo excelente. "Quase um homem biônico" (ISTOÉ 1584).
MIGUEL NICOLELIS
Professor do Depto. de Neurobiologia,
Duke University
Durham - EUA

Reichstul
A entrevista dada pelo presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, não passou de uma maldisfarçada jogada de marketing. O cínico e edulcorado mea culpa não convence ninguém que disponha de um mínimo de informação. "Uma trágica lição" (ISTOÉ 1584).
EDUARDO BOTTALLO
Santo André - SP

A entrevista com o presidente da Petrobras mostrou a quem não o conhecia, como eu, que ele está malpreparado para a função que exerce. Seria precisamente esta a intenção de quem o nomeou? Durante toda a entrevista ele tenta desviar o foco para as medidas a posteriori, quando o que se pergunta é: sendo a Petrobras do porte que é, não entra na cabeça de qualquer pessoa (nem precisa ser engenheiro ou técnico) que a tubulação sinistrada operasse sem circuitos de instrumentação e controle. Como morador da zona sul, senti-me envergonhado ao ler suas palavras: "Já havia um entendimento claro de que a mancha de óleo não iria se deslocar para as praias da zona sul, mas a população estava assustada, insegura." Quer dizer que derramar óleo no fundo da baía pode, ou é menos grave, porque não incomoda os chiques e famosos? Depois ele diz: "Se este acidente servir para aumentar a consciência ambiental do País, estamos dispostos a pagar este preço." Se ele está disposto, devia falar no singular. Eu e muitos outros não estamos dispostos.
MÁRIO SERRÃO
Rio de Janeiro - RJ


Leonel Brizola
Boa e oportuna a entrevista com o mestre Brizola. Aos 78 anos, ele ainda esbanja idealismo e lucidez, contrastando com a maio-ria dos políticos brasileiros. "Sr. Metralhadora" (ISTOÉ 1584).
JOSÉ PIMENTA
Castanhal - PA

Ante a corrupção generalizada do governo FHC, da falência dos Poderes Judiciário e Legislativo e dos políticos de um modo geral, ao ler a entrevista do eminente homem público Leonel de Moura Brizola, minhas esperanças renasceram.
MILTON GUEDES GUIMARÃES
João Pessoa - PB

Greca
Em reportagem realizada pelo prestigiado jornalista Mino Pedrosa, sob o título "Barrado na festa" (ISTOÉ 1584), reportando diálogo que teria sido gravado com o senhor Alejandro de Viveiros Ortiz, tendo feito referência à empresa Brasbin, esclarecemos o quanto segue: a) Somos uma empresa regularmente constituída em todos os órgãos governamentais. b) Quando da apresentação dos documentos referentes aos equipamentos que representamos, utilizamo-nos de mensageiro e outras vezes de correio via Sedex. c) Não participamos de qualquer espécie de corrupção, mesmo que por interpostas pessoas, refutando toda e qualquer acusação nesse sentido. d) Assim pensando, neste primeiro momento, cumpre então aclarar-lhe nosso inteiro dissabor pela inverdade lançada na conceituada revista, que por certo, só poderia ter sido produzida por pessoa psicopata, aguardando que desta faça publicação. e) Quanto aos demais de interesse processual, estaremos à disposição da Justiça, aliás como já fizemos sem delongas, para esclarecer toda e qualquer dúvida lançada.
BRASBIN COML., IMPORTAÇÃO, EXPORTAÇÃO E SERVIÇOS LTDA
Segismundo Secemsk
São Paulo - SP

Gostaria de parabenizar a equipe da ISTOÉ pela apuração de denúncias envolvendo o ministro Rafael Greca. Acho que ele imaginava que a imprensa nacional tivesse o mesmo comportamento que a imprensa do Paraná, que sempre o admirou pelos grandes monumentos que construiu pela cidade, em vez de questionar o ex-prefeito pela falta de respeito pela população mais carente.
MARIA DA SILVA
Curitiba - PR

Na reportagem sobre o ministro Rafael Greca, no box "Combate ao clima hostil", ISTOÉ desenvolve um texto deselegante, indigno de uma revista séria, de grandes serviços prestados à população. Em vez de ir direto ao assunto e sugerir claramente que o ministro Greca tem um caso com seu funcionário Almir, o texto disfarça o tema como uma excessiva preocupação de Greca com seus funcionários, perfazendo um tipo de redação mais típica das revistas de fofoca.
EDUARDO PAIVA
Curitiba - PR

Preconceituosa a agressão íntima e pessoal com a figura do ministro. A revista e o jornalista não faltaram com o respeito apenas com o ministro, mas com todo o Paraná.
SHEILLA FIGLARZ
Curitiba - PR

ISTOÉ responde: A revista publicou a informação não por preconceito, mas porque caracteriza uma atitude de favorecimento pessoal.

Educação
Parabéns pela reportagem "A guerra do canudo" (ISTOÉ 1584). Ela traz à tona a necessidade de um amplo debate nacional sobre o papel dos órgãos responsáveis pela política do ensino superior no Brasil.
VALBERT CARDOSO
Belo Horizonte - MG

De acordo com a política de quantidade do MEC (não seria do Banco Mundial?), a conclusão mais honesta do secretário Baeta deveria ser: "Quem tiver para pagar fica. Quem não puder pagar está fora."
ARNO ROBERTO GÜNTHER
Florianópolis - SC

Excelente a reportagem, mas, ainda, está incompleta. Faz parte da situação o fechamento das representações do MEC (delegacias) nos Estados, ocorrida em dezembro de 1998. Agora não há nenhum controle sobre instituições isoladas de ensino superior. As universidades há muito já vinham fazendo o que bem entendiam já que, inatingíveis pelas delegacias, contavam com a omissão da SESu para fazer o que bem entendiam. Tem instituição no Rio Grande do Sul oferecendo curso em regime especial (de férias, sem cumprir os 200 dias letivos) sem prévia autorização do CNE. A SESu sabe e nada faz, mas quer restringir a autonomia das universidades federais que ainda se atrevem a produzir conhecimento de qualidade numa área onde o MEC parece querer ver reinar apenas as grandes empresas.
DENISE M. DORNELLES OLIVA
Poa - RS

Cade
Quanto mar de lama! Não se salva um. O fato de haver suspeitas na conduta de funcio-nários como Gesner Oliveira (presidente do Cade) é o suficiente para colocar em cheque toda a máquina administrativa do governo. É por essas e outras que o PT vai levar um bom tempo para ser situação. "O poderoso Cade sob suspeita" (ISTOÉ1584).
ALFREDO FIRMINO DE CARVALHO
São Paulo - SP

Remédios
Ministro Serra, parabéns pelos genéricos. Até que enfim um ministro enfrenta o cartel dos laboratórios. O povo ainda precisa de mais ajuda! Continue se mostrando presente. "Gotas amargas" (ISTOÉ 1584).
MARIA CRISTINA G. DE LAURENTIS
São Paulo - SP

Quem fica doente sabe que desde 1994 os remédios aumentaram extorsivamente, muito acima da inflação. O Ministério da Saúde sabe disso também, mas para os Chicago-boys do Ministério da Fazenda e da Secretaria de Acompanhamento Econômico os reajustes se deram dentro da normalidade do tal mercado e, vão além, acham errado qualquer política de controle de preços. Esquecem-se estes senhores que nos países de onde vêm estes laboratórios os preços sofrem controle estatal sim. Os gastos com pesquisas são feitos nos países centrais, nos subdesenvolvidos, como o Brasil, onde a mão-de-obra é barata e os preços chegam a ser maiores do que os praticados na Europa e nos EUA.
ALEXANDRE MOURA DE BIVAR
Rio de Janeiro - RJ

Áustria
A nova coalizão de poder na Áustria, que inclui participantes da "extrema direita xenófoba e racista", nas palavras de ISTOÉ, preocupa por pelo menos dois motivos. O primeiro é óbvio e relaciona-se com a própria presença do FPO no governo austríaco. Mas preocupam também as razões apresentadas pelo presidente da Áustria para justificar tal presença: "Numa democracia o que conta é a vontade do povo." Ora, uma democracia deve prever mecanismos institucionais que a protejam de projetos autoritários e antidemocráticos, mesmo que tais projetos contem, eventualmente, com o apoio de uma maioria votante. Senão, por este raciocínio, pode-se afirmar que o povo, numa democracia, pode tudo, inclusive acabar com o poder do povo. "Herdeiro de Hitler" (ISTOÉ 1584).
ANTHERO MEIRELLES
Brasília - DF

Vera Fischer
Parabéns à atriz. Nada mais feio, diria até horrível, que um púbis feminino depilado. Frase de Vera Fischer explicando por que não depila as virilhas (ISTOÉ 1584).
ROSÁRIO PITELLI
Bebedouro - SP

Vitoriosos
Linda a reportagem "Retratos de vida" (ISTOÉ 1583). Gostaria apenas de lembrar que numa (UTI) não existe apenas a sensibilidade do médico, mas sim de uma equipe multidisciplinar que até na maioria das vezes passa mais tempo com o paciente como é o caso das enfermeiras, técnicas de enfermagem e auxiliares de enfermagem, entre outros profissionais, que tudo fazem para a recuperação dos pacientes e nunca são lembrados.
REGINA ESTELA BARBOSA
Almirante Tamandaré - PR

Meu primeiro e único filho foi vítima de um parto prematuro e mal-elaborado, levando-lhe a uma anoxia (falta de oxigênio), deixando sequelas irreversíveis. O amor que tenho por ele deixou-me ousada para enfrentar as adversidades da vida e minhas energias foram canalizadas em fé e amor com o objetivo de reverter o prognóstico sombrio que foi dado a ele. Hoje o meu filho é medalhista em várias competições de natação em nível nacional e internacional, participou da travessia do rio Negro sendo o primeiro portador de deficiência a participar e concluir esta prova, fez o primário, o curso de informática, estuda o idioma espanhol e com muita perseverança está fazendo o supletivo do primeiro grau. Aprendi a transformar os nãos da vida, as noites de solidão e incertezas de um novo amanhã em componentes para recarregar nossas baterias com esperança, fazendo com que as mesmas não morram.
SOCORRO DIAS
Manaus - AM

Da dor de cabeça veio a falta da memória (100%). No primeiro hospital em que fui atendido houve a suspeita de um tumor cerebral. Fui para outro hospital onde passei por vários exames complexos. Fui acompanhado por uma equipe de médicos e enfermeiros competentes, sérios, carinhosos que sempre estiveram ao meu lado e por equipamentos de última geração. Na punção, retiraram mais de 100ml de infecção do meu cérebro. O diagnóstico confirmou que era abcesso cerebral e não câncer. Passei a tomar medicação com base de antibióticos de quarta geração num tratamento que duraria cerca de 45 dias e acabou durando 125. Como os antibióticos não venciam a infecção, face a sua intensidade, fui submetido a duas cirurgias no cérebro. Fiquei analfabeto, com muita dificuldade para falar (não conseguia nem pronunciar copo d'água) e perdi todo o movimento dos membros esquerdos do corpo (mão, braço, perna e pé). Hoje completou um ano. Recuperei a memória, leio, escrevo, falo, ando e retornei à minha carreira. Um dos médicos falou que sou um touro por ter conseguido. Mas isso só foi possível pelo milagre de Deus (João 11-4), pelo apoio da minha família, médicos, enfermeiros e amigos.
LUIZ CESAR MANDARINO
Petrópolis - RJ

Negros
Gostei muito da reportagem "Orgulho à flor da pele" (ISTOÉ 1583), falando sobre o negro no Brasil, com relatos de grandes personalidades negras de nosso país, que não se deixaram discriminar por sua cor.
ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA

Serra - ES

Não há como. O negro faz parte do cotidiano no Brasil apesar de termos um racismo hipócrita e velado. A reportagem mostra sim o orgulho de poder ser o que cada um de nós é: afro descendentes que ajudaram a construir este imenso Brasil.
AZENIR ALVES

São Paulo - SP

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