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O mistério dos E.T.s
Marcas em canaviais e luzes no céu de cidades paulistas alvoroçam moradores e ufólogos

CARINA RABELO - Riolândia

O garoto Pedro Henrique Próbio, dez anos, é apaixonado pelos fenômenos do espaço. Ele costuma passar horas no quintal de sua casa, na pequena Riolândia, cidade paulista de apenas oito mil habitantes, com uma lupa, tentando desvendar os mistérios do céu estrelado. Por causa desse hobby, o menino passou a exibir com orgulho, desde o início do ano, um pequeno troféu animado em seu celular, que ele não cansa de mostrar a todos que o solicitam. É um filme curto, no qual luzes coloridas se movimentam no céu. Para muitos, essas luzes são Objetos Voadores não Identificados (Óvnis). E, por causa delas, Riolândia entrou para o circuito dos ufólogos de todo o País. E dos curiosos em geral.

Desde o dia 19 de janeiro, a cidade, que fica a 565 quilômetros da capital paulista, virou destaque após estranhos acontecimentos supostamente conectados à aparição de óvnis, mobilizando pesquisadores e moradores das cidades próximas. O alvoroço começou depois que Maurício Pereira da Silva, proprietário de uma pousada em Riolândia, afirmou ter visto uma nave iluminada em cima do seu canavial. No dia seguinte, a cana apareceu dobrada, numa circunferência de 60 metros de diâmetro. A partir daí, mais atentos ao céu, vários moradores começaram a ver luzes praticamente todos os dias.

ROGÉRIO LACANNA/AG. ISTOÉ
CAÇADORES Os irmãos Carlos Henrique (ao fundo) e Rodolpho: plantão, todas as noites, em busca dos ETs

Esse foi só o início. Em outras seis cidades do interior de São Paulo surgiram então mais relatos. No município de Monte Azul Paulista, um lavrador disse ter visto uma estranha luz descer do céu. No dia seguinte, foi até o canavial e, para sua surpresa, as plantações estavam tombadas num trecho de 20 metros. Numa madrugada de fevereiro, o canavial de Amélio Zanchin, em Araraquara, apareceu dobrado numa área de 25 metros de comprimento por 20 de largura, mas ele não deu importância. “Já vi isso acontecer antes. O vento dobra a cana, principalmente as que estão altas e maduras. Não existe essa história de ET”, afirma. Seu vizinho discorda. “Moro há 14 anos aqui e nunca vi o vento fazer isso com a plantação”, rebate o metalúrgico Carlos Alberto Bezerra.

Na cidade de Itápolis, o fenômeno se repetiu no dia 21 de fevereiro, mas, desta vez, em proporções gigantescas. Um canavial de 48 mil m2 apareceu tombado, com ondulações uniformes da cana a cada dois metros. O terreno, localizado no centro de outras oito plantações do mesmo tamanho, se destaca entre os demais quadrantes, que não foram afetados. Silva, de Riolândia, que chegou a ser chamado de mentiroso por ter sido o primeiro a testemunhar os fatos, comemora. “Eu ainda consegui a prova em vídeo”, diz ele, mostrando a filmagem das luzes no céu na noite do dia 26 de fevereiro. A imagem mostra intensos pontos de luz, em formato de disco, que brilham seqüencialmente, num comprimento de aproximadamente 40 metros. “São naves com sondas que se juntam para fazer a leitura do local”, acredita o ufólogo Ademar Gevaerd.

VESTÍGIOS Marca cravada em solo próximo ao canavial, na cidade de Riolândia. Especialistas estudam possíveis indícios de óvnis

Nem todos os ufólogos acreditam na presença de óvnis nas outras cidades, mas apostam com unanimidade nos acontecimentos em Riolândia. “Os dobramentos nos canaviais podem ter sido gerados por ventos fortes. O que importa mesmo são as luzes que foram vistas lá”, afirma o ufólogo Claudeir Covo. “O canavial não é indício. O fundamental é a aparição dos objetos discoidais”, concorda Gevaerd. O ufólogo Gener Silva discorda dos colegas e acredita que todos os acontecimentos estão ligados à ação de óvnis. “Eles não pousaram, mas as dobras no canavial mostram que o magnetismo das naves provocou um envelhecimento molecular da cana”, diz. Os especialistas em ciências atmosféricas descartam qualquer possibilidade. “As luzes dos sinalizadores de aviões em nuvens altas podem dar a impressão de um rápido deslocamento”, sentencia o professor Augusto José Pereira, da Universidade de São Paulo. Alheios à polêmica, os moradores dessas cidades paulistas continuam vidrados no céu.

 


5/3/2008


 
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