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 EM
CARTAZ
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17/12/2003
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| Sem
título: leve como origami |
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Amilcar
de Castro corte e dobra (Marília Razuk Galeria de Arte, São
Paulo) – Provoca uma certa vertigem a visão em conjunto, sobre um
imenso tablado branco, das 135 pequenas esculturas do artista mineiro
Amilcar de Castro (1920-2002), reunião de todas as formas concebidas
pelo escultor desde a década de 1950. Extremamente parecidas umas
às outras, ao mesmo
tempo as peças guardam diferenças significativas nas mínimas variações
dos cortes e das dobras imprimidas na chapa
de aço. Se a montagem peca pelo amontoado típico das instalações,
acaba compensando pela proximidade e pela repetição dos elementos
que revelam a essência do gesto construtivo de Amilcar. Nas dimensões
de 23 cm de altura, os círculos que se desdobram interiormente em
triângulos e quadrados e os retângulos e trapézios que subvertem planos
e dimensões se mostram como levíssimos origamis de aço. (Ivan Claudio)
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Discos
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Supla:
banquinho e violão com eletricidade hardcore |
Bossa
furiosa, com Supla e Zoo Style (ST2 Records) – Há tempos, o
roqueiro Supla vem demonstrando na intimidade que não são apenas
os altos decibéis do rock que se encaixam nas suas atuais preferências.
Como brasileiro com o privilégio de falar um inglês perfeito, ele
resolveu tornar públicos seus anseios e gravou um disco inteiro
na língua de Shakespeare. O detalhe é que, em vez de guitarras estridentes
e letras cantadas a 120 quilômetros por hora, Supla reuniu um set
quase acústico para colocar em prática o que ele chama de bossa
furiosa. Ou seja, rock’n’roll tocado em ritmo bossa nova ou bossa
nova com levada rock. O resultado é bastante simpático e divertido,
principalmente quando ele mistura pitadas de rap espalhadas em português
e inglês. No total, são 23 canções nas quais o vigor do rock e a
musicalidade jazzística da bossa nova fazem um casamento nada improvável.
Mesmo que na estética o banquinho e o violão ganhem uma eletricidade
cheia de tachas hardcore. (Apoenan Rodrigues)
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Sobre
meninos e lobos (cartaz nacional) – Na infância, Dave (Tim
Robbins), Jimmy (Sean Penn) e Sean (Kevin Bacon) passavam os dias
jogando hóquei e rabiscando seus nomes em cimento fresco. Até o momento
em que Dave é levado por um suposto policial e por um padre e é seviciado
durante dias. Trinta anos mais tarde, acontece um crime e Dave, que
se tornou um homem silencioso e problemático, torna-se o principal
suspeito. A partir daí, todos os fantasmas do passado da turma vêm
à tona junto com os fantasmas carregados pela sociedade americana,
como violência, medo e desconfiança. É uma química que dá certo e
joga o ator-diretor Clint Eastwood – no seu 24º longa-metragem – ao
posto dos bons cineastas em exercício. Valendo-se do magnífico thriller
escrito por Dennis Lehane, Eastwood usa até a cidade de Boston como
personagem. Sem falar de Annabeth (Laura Linney), mulher de Jimmy,
que mereceu um toque macbethiano. (Luiz Chagas)
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