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‘‘A classe despertou’’
O
coordenador do comitê de voluntariado da ONU e
presidente da DPaschoal comemora a participação
dos empresários em projetos sociais
Hélio
Campos Mello e Gilberto
Nascimento
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André
Sarmento
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Luís Norberto Paschoal: Com alunos da Fundação Educar DPaschoal,
um investimento na cidadania |
Líder de um grupo que investe 10% do seu lucro em projetos
sociais algo em torno de R$ 1 milhão , o empresário
Luís Norberto Paschoal, 54 anos, acha que o Brasil melhorou.
Entre outros motivos, por causa da ação dos empresários
na área social. Eles despertaram. Estão começando
a ver a importância e o valor estratégico de atuar
na área social. Coordenador estratégico do Comitê
Brasileiro do Ano Internacional do Voluntariado da ONU, Luís
Norberto está comemorando. Na terça-feira 20, Milu
Vilela, a presidente do Comitê, recebeu elogios na reunião
da ONU em Genebra, na Suíça , por ter o Brasil se
destacado entre os 123 países participantes, como aquele
que conseguiu maior envolvimento da mídia e do governo no
projeto. Superintendente da DPaschoal, que fatura R$ 440 milhões
ao ano nas áreas de pneus, distribuição de
autopeças e exportação de café para
Europa e Japão , Luís Norberto acumula outros
cargos em instituições sociais. É presidente
da Fundação Educar DPaschoal, vice-presidente do Grupo
de Institutos e Fundações Empresariais (Gife), diretor
do Núcleo de Ação Social da Fiesp e ainda vice-presidente
da Fundação Feac, organização que reúne
mais de 100 projetos sociais em Campinas (SP). Ampliou sua atuação
também no Exterior. É membro do conselho mundial da
World Childhood Foundation (WCF), organização ligada
à rainha Sílvia, da Suécia.
Luís Norberto assumiu a presidência da DPaschoal
quando tinha 23 anos. Estudou na Harvard Business School e fala
inglês, espanhol, italiano e francês. A DPaschoal começou
com um pequeno posto de gasolina. Em 1949, abriu a primeira loja
de pneus em Campinas. Hoje, tem 2.500 funcionários e 160
lojas próprias e franqueadas pelo País. Luís
Norberto herdou dos pais a vocação para o trabalho
social. Há anos, a família faz sua ceia de Natal em
asilos. Segundo ele, os empresários mudaram sua visão
sobre o trabalho na área social. Eles viam o voluntário
como um doador, não como um participante. A campanha do voluntariado
veio mudar isso.
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