EDIÇÃO Nº 1678
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 ENTREVISTA
27/11/2001
continua...

‘‘A classe despertou’’
O coordenador do comitê de voluntariado da ONU e
presidente da DPaschoal comemora a participação
dos empresários em projetos sociais

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Hélio Campos Mello e Gilberto Nascimento

André Sarmento

Luís Norberto Paschoal: Com alunos da Fundação Educar DPaschoal, um investimento na cidadania

Líder de um grupo que investe 10% do seu lucro em projetos sociais – algo em torno de R$ 1 milhão –, o empresário Luís Norberto Paschoal, 54 anos, acha que o Brasil melhorou. Entre outros motivos, por causa da ação dos empresários na área social. “Eles despertaram. Estão começando a ver a importância e o valor estratégico de atuar na área social. Coordenador estratégico do Comitê Brasileiro do Ano Internacional do Voluntariado da ONU, Luís Norberto está comemorando. Na terça-feira 20, Milu Vilela, a presidente do Comitê, recebeu elogios na reunião da ONU em Genebra, na Suíça , por ter o Brasil se destacado entre os 123 países participantes, como aquele que conseguiu maior envolvimento da mídia e do governo no projeto. Superintendente da DPaschoal, que fatura R$ 440 milhões ao ano nas áreas de pneus, distribuição de autopeças e exportação de café para Europa e Japão –, Luís Norberto acumula outros cargos em instituições sociais. É presidente da Fundação Educar DPaschoal, vice-presidente do Grupo de Institutos e Fundações Empresariais (Gife), diretor do Núcleo de Ação Social da Fiesp e ainda vice-presidente da Fundação Feac, organização que reúne mais de 100 projetos sociais em Campinas (SP). Ampliou sua atuação também no Exterior. É membro do conselho mundial da World Childhood Foundation (WCF), organização ligada à rainha Sílvia, da Suécia.

Luís Norberto assumiu a presidência da DPaschoal quando tinha 23 anos. Estudou na Harvard Business School e fala inglês, espanhol, italiano e francês. A DPaschoal começou com um pequeno posto de gasolina. Em 1949, abriu a primeira loja de pneus em Campinas. Hoje, tem 2.500 funcionários e 160 lojas próprias e franqueadas pelo País. Luís Norberto herdou dos pais a vocação para o trabalho social. Há anos, a família faz sua ceia de Natal em asilos. Segundo ele, os empresários mudaram sua visão sobre o trabalho na área social. “Eles viam o voluntário como um doador, não como um participante. A campanha do voluntariado veio mudar isso.”

 

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Por Maurício Bernis
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