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 BRASIL
Denúncia

Laços de sangue - continuação

Mino Pedrosa e Mário Simas Filho

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Despiste – Se o inquérito da Polícia Federal caminha como tartaruga, os pupilos de ACM na OAS correm como lebres. Nos últimos anos, quase todas as empresas sediadas no Exterior que mantiveram alguma relação comercial com a OAS e foram flagradas na bagagem de Gigante acabaram de alguma maneira desaparecendo. O próprio Larangeira confirmou à ISTOÉ que pouco resta daquela época. “As empresas que estão nesse inquérito já foram vendidas, substituídas ou incorporadas por novas empresas”, afirmou. Um exemplo disso é a OAS International. Quando a polícia apreendeu a papelada de Gigante, essa empresa figurava como a holding do grupo no Exterior. Ela não existe mais. Segundo Larangeira, foi desfeita e em seu lugar criou-se a Águas Formosas, que incorporou outras firmas do grupo da família de ACM. Hoje, nems equer a Águas Formosas pertence ao grupo. “Não tenho a obrigação de revelar segredos do grupo”, esquiva-se Larangeira, ao ser questionado sobre os compradores e as transações feitas pela OAS no Exterior. A operação desmonte, no entanto, não deve impedir a conclusão das investigações da PF. Pode, no máximo, dificultar algum rastreamento. Na última semana, o inquérito foi encaminhado à Justiça para a obtenção de novo prazo.

Se no Exterior a OAS mudou de cara, o mesmo vale para o Brasil. Aqui, desde que Gigante foi flagrado, a composição acionária da empresa sofreu uma reviravolta. A família de ACM juntou a seu capital as cotas de três dos acionistas que estão no rol dos indiciados da PF. Hoje, além dos parentes de ACM, restou Larangeira como sócio da OAS. Ele detém apenas 21% das ações. As empresas do grupo OAS não aparecem nas declarações de renda do senador. Assim como também não aparece o império de comunicações que o cacique baiano mantém em seu Estado. “Vivo bem, mas não sou um homem rico”, costuma dizer o senador. “Meus filhos e netos têm recursos razoáveis e quando eu precisar eles podem, pelas formas legais, através de doações, me dar.”
Colaborou Sônia Filgueiras (DF)  

O código genético da OAS
Edson Ruiz
Sede: Milhões por trás de uma fachada singela
O poder de Antônio Carlos Magalhães é tão avassalador que os eventuais dissidentes, para ter alguma chance de sucesso, se vêem obrigados a lutar no campo do senador. Um exemplo seria a trajetória do seu genro Cesar Mata Pires, casado com Tereza Helena Magalhães, dono de 79% da OAS através da CMP Participações. Os 21% restantes pertencem a Carlos Larangeira, fiel escudeiro de ACM. Num casamento em comunhão de bens, se por hipótese ocorresse a separação do casal, a esposa teria direito à metade dos bens do marido. Neste caso, a fatia de Mata Pires diminuiria para pouco mais de um terço da empresa. Com cerca de dois terços divididos entre a filha e o amigo Larangeira, ACM teria ascendência direta sobre a companhia. O lance seguinte é atribuído ora a Mata Pires, ora a ACM. Mata Pires – conta um amigo – passou as cotas da CMP para os nomes dos seus filhos, em partes iguais, ficando com o poder de gestão, no entanto. Com uma vantagem relevante: mesmo numa separação conjugal, a família Magalhães não lhe arrebataria as cotas, até porque, em resultado da alteração de propriedade, essas passaram a ser dos netos de ACM, ligados pelo cordão umbilical ao avô e ao pai. Um outro amigo jura: esta foi mais uma obra de ACM, embora represente, para Mata Pires, um desfecho mais favorável do que o de um eventual divórcio acompanhado de fragmentação de propriedade e de gestão. Há uma utilidade adicional para os Magalhães. O fortalecimento dos laços de sangue com a empresa limita os eventuais estragos das disputas entre Mata Pires e Larangeira.
Carlos Drummond

O amigo fiel de ACM e Tourinho
Larangeira não sabe quem paga suas contas
O empresário Carlos Larangeira não gosta de ser fotografado e não costuma receber jornalistas. Na quarta-feira 1º, ISTOÉ rompeu o cerco e conversou com o sócio da família de ACM na OAS. “Para nossa empresa não interessa reportagem boa, que dirá ruim”, afirmou. Larangeira se recusa a revelar a atual situação do grupo e reafirma sua estreita amizade com o senador Antônio Carlos Magalhães e com o ministro Rodolpho Tourinho. A seguir, trechos da entrevista:
ISTOÉ – O sr. frequenta o gabinete do senador Antônio Carlos Magalhães?
Carlos Larangeira – Fui várias vezes e me encontro com ele frequentemente. Ele é meu amigo.
ISTOÉ – E o ministro Tourinho?
Larangeira – Já sei o que vocês querem. Este ano fui umas duas vezes no gabinete do ministro, mas também sou muito amigo dele.
ISTOÉ – Nos últimos anos, muita coisa mudou na OAS. Quem são os donos do grupo hoje?
Larangeira – O Cesar (Mata Pires, genro de ACM) tem 79%. Eu tenho 21%.
ISTOÉ – Qual empresa mantinha a conta referente aos cartões apreendidos pela PF, que eram usados pelos diretores e ex-diretores da OAS no Exterior?
Larangeira – Para dizer isso eu tenho que consultar o banco.
ISTOÉ – O sr. não sabe qual a empresa de vocês que mantinha essa conta?
Larangeira – Não.
ISTOÉ – Mas a conta não era do grupo?
Larangeira – Se essa conta não for nossa, é uma conta que tem a ver conosco.
ISTOÉ – Explique melhor.
Larangeira – É simples. Raul Gigante era procurador e administrava nossas empresas. Quando viajávamos, ele pagava nossas contas. Ele pode ter feito essa conta sob uma de nossas empresas. Mas não estou dizendo se é nossa ou se não é, mas deve ser.
ISTOÉ – E o sr. não sabe qual é a empresa?
Larangeira – Não sei. Tinha a Bay States, a Benex, a Nevada…
ISTOÉ – Vocês não têm isso na contabilidade?
Larangeira – Claro que não. Pego o dinheiro e mando para o Exterior. A contabilidade no Brasil termina exatamente com essa remessa. Não tenho a contabilidade da empresa lá fora.
ISTOÉ – Mas para quem o sr. manda esse dinheiro?
Larangeira – Para as empresas subsidiárias.
ISTOÉ – E quais são essas empresas?
Larangeira – Aí eu teria que pegar as.... A Oeste Investimentos Internacionais não existe mais. Deixa eu tentar explicar. Havia uma unidade de investimentos internacionais com subsidiárias no Exterior. Essas subsidiárias, há dois ou três anos, foram reagrupadas em uma outra empresa. Depois, passaram a ser controladas por uma única empresa no Exterior.
ISTOÉ – E qual é essa empresa?
Larangeira – Uma empresa sediada em outro país.
ISTOÉ – Mas qual o nome dessa empresa?
Larangeira – Águas Formosas.
ISTOÉ – Então, essa Águas Formosas tem ligação com todas as outras do grupo OAS no Exterior?
Larangeira – Ela passou a ter.
ISTOÉ – Quantas empresas ela controla?
Larangeira – Não sei.
ISTOÉ – O que o sr. sabe sobre essa Águas Formosas?
Larangeira – Essa empresa também já foi negociada.
ISTOÉ – Quando?
Larangeira – Sei lá. Não tenho obrigação de ficar dando satisfação a vocês. Só quero falar sobre o processo.
ISTOÉ – E o que o sr. tem a dizer sobre as empresas envolvidas no processo que investiga remessas ilegais de recursos para o Exterior?
Larangeira – Na época do processo tínhamos várias empresas que não temos mais.
ISTOÉ – Quais?
Larangeira – Vendemos a Vega, a Ultratec, fora as empresas de gás, de shopping center... Agora, os detalhes disso são sigilosos. Não vou ficar lhe dando informação de nossa vida.

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