Por
Tales Faria
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AROEIRA/O
DIA
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O
plano que não deu certo
Na
terça-feira 24, antes de viajar para Madri, onde foi receber
o prêmio Príncipe de Astúrias, e
em meio à greve de policiais militares do Recife, o presidente
Fernando Henrique Cardoso estava preocupado com a retomada da onda
de violência nos Estados. Não bastassem as insatisfações
nas Forças Armadas, não bastassem os índices
de criminalidade nos grandes centros urbanos, agora policiais civis
e militares voltavam a se sublevar, como ocorreu em 1997. Um assessor
do presidente chegou a sugerir a edição de um novo
pacote de segurança, mas o próprio FHC descartou a
idéia: Só vai chamar atenção para
o fato de que o último programa não deu certo.
De fato, no domingo 22 havia completado quatro meses do lançamento
do Plano Nacional de Segurança Pública, em cerimônia
espalhafatosa no Palácio do Planalto. Um factóide
criado às pressas para evitar a queda de popularidade do
presidente que não conseguiu empurrar para baixo as estatísticas
sobre criminalidade. Desta vez, pelo menos, não deverá
haver factóides.
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O ministro que não deu certo
Por falar em plano de segurança sem resultados, está cada dia mais
desprestigiado no Palácio do Planalto o ministro da Justiça, José
Gregori. O mínimo que se fala é que FHC está contando os dias para
a reforma ministerial.
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Sem
quarentena
Ex-diretor financeiro do Banco do Brasil na época do Caso
Encol, Carlos Gilberto Caetano dançou com a CPI dos Bancos.
Mas não ficou de todo mal. Tornou-se diretor-financeiro da
companhia telefônica privada Americel. Em tempo: no Banco
do Brasil ele tinha sob sua subordinação a distribuidora
de títulos BB-DTVM, que serviu como conselheira da entrada
do fundo de pensão do banco, o Previ, na Americel.
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A
chapa de FHC
Com Mário Covas detonando a candidatura de Pedro Malan à
sua sucessão, Fernando Henrique Cardoso está concentrando
seus esforços no ministro da Saúde, José Serra
(PSDB). Sua dobradinha ideal é Serra como candidato a presidente
com a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), como
vice. O problema aí seria convencer o PMDB a apoiar a chapa
sem dela participar. Daí os afagos de FHC em Jader Barbalho
na briga com Antônio Carlos Magalhães.
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A
volta de Eduardo Jorge
A
vacilação do ministro da Fazenda, Pedro Malan, em
demitir o presidente afastado do Serpro, Sérgio Otero, provocou
burburinhos na área de informática. O que se diz é
que, apesar do relatório da Comissão de Sindicância
detonando com sua gestão, Otero e seus aliados mais poderosos
ainda têm muita munição. Eles sabem demais.
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Rápidas
Dados
do Siafi sobre gastos com diárias de viagens: em 1999, o funcionalismo
civil do Executivo, Legislativo e Judiciário recebeu R$ 17,6 milhões.
Já os militares, colocaram no bolso R$ 12,7 milhões.
O Palácio do Planalto está de olho no presidente da Petrobras, Henri
Reichstul. Quer saber a quem ele é fiel. É que Reichstul tem sido
visto despachando com Antônio Carlos Magalhães.
De bem com a saúde, a governadora Roseana Sarney volta ao Maranhão
nesta semana, lançando um seminário sobre a Lei de Responsabilidade
Fiscal para todos os prefeitos-eleitos do Estado.

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