O presidente da Opera Software, da Noruega, uma rival da Microsoft, afirma que há grandes oportunidades de crescimento para os browsers adaptados a celulares e outros aparelhos móveis.O presidente-executivo e co-fundador do grupo, Jon S. von Tetzchner, disse à Reuters que a Opera quer obter lucros este ano depois de operar no vermelho entre 1999 e 2002. Além disso, a empresa está estudando abrir seu capital no ano que vem.
"Esperamos que 2003 seja o ano em que saiamos do vermelho e que 2004 nos ofereça lucros significativos", disse Von Tetzchner.
"Queremos sair do vermelho antes de abrir o capital. Existe potencial de fazê-lo no ano que vem", disse ele, acrescentando que era mais provável que a Opera negocie suas ações na bolsa de Oslo do que na Nasdaq.
Von Tetzchner e o co-fundador Geir Ivarsoy têm, cada qual, 33,6% da empresa, investidores financeiros detêm outros 14%, depois de duas rodadas de financiamento, e funcionários e terceiros controlam o restante do capital.
A Opera, com seu browser homônimo, é uma rival pequena diante do Internet Explorer, da Microsoft. Ela estima sua fatia de mercado em 2%. Analistas do setor estimam a do Internet Explorer em 96%.
O grupo continuará produzindo browsers para computadores convencionais, mas Von Tetzchner afirma que o crescimento mais forte virá do mercado de telefonia móvel, que a empresa começou a explorar com browsers para o 9210i Communicator da Nokia e o P800 da Ericsson ST.
O Opera também foi incorporado ao organizador pessoal Zaurus, da Sharp, e Von Tetzchner disse que novos aparelhos móveis equipados com browsers Opera serão anunciados ainda este ano.
"É o setor em que o dinheiro está", disse Von Tetzchner. Ele acrescentou que enquanto o sistema operacional Windows continuar a dominar o mercado, provavelmente será impossível para o Opera ou qualquer outro browser conquistar mais de 10% do setor de computadores pessoais.