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Infestação de vírus SQL Slammer continua pela Internet

Segunda, 27 de janeiro de 2003, 15h04

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Um vírus que se propagou pela Internet durante o fim de semana continua a prejudicar a transmissão de dados pela Web hoje, infestando redes de computadores na Europa, Ásia e Estados Unidos e disparando temores de que o problema possa continuar mais alguns dias.

Apesar dos esforços das empresas para consertar suas redes durante o fim de semana e tentarem conter o avanço da praga eletrônica SQL Slammer, a infestação continua em várias regiões, porém com uma intensidade menor do que o surto ocorrido no sábado.

"Seria muito otimista pensar que poderíamos erradicar 100 por cento deste vírus da Internet", disse Graham Cluley, consultor sênior da britânica Sophos Anti-Virus. "Em locais isolados isso deve continuar por mais alguns dias."

A redução da velocidade da Internet foi menos evidente hoje, mas empresas continuaram relatando problemas enquanto tentam instalar defesas contra futuras invasões.

A Coréia do Sul, o país mais conectado à Internet, foi o mais atingido pelo vírus. Até operações na bolsa de valores do país foram prejudicadas. Receosos, os investidores evitaram enviar ordens de negócios via Internet, resultando numa queda no volume dos negócios.

Na Europa, as empresas de segurança relataram um menor índice de incidentes nas redes infectadas, se comparado com os níveis nos Estados Unidos e Ásia.

Raimund Genes, presidente europeu da Trend Micro, disse que registrou cerca de 1.238 ligações de empresas afetadas dos Estados Unidos, 40 na Ásia e somente sete na Europa. Alguns servidores na Índia e na China também foram atingidos.

O vírus, que foi considerado o mais devastador em 18 meses, espalhou-se através de conexões de rede em vez de e-mails, forma mais comum de propagação usada pelas pragas eletrônicas.

O SQL Slammer explora uma fraqueza do banco de dados SQL do Windows 2000. Apesar de não apagar dados, o vírus fez com que vários servidores de Internet caíssem, além de congestionar o tráfego de dados nas redes mundiais.

A Microsoft desenvolveu um conserto para a falha do SQL que pode ser obtido no site: https://www.microsoft.com/technet/treeview/default.asp?url=/technet/security/bulletin/MS02-039.asp.

Até o final da manhã de hoje sites que monitoram o tráfego na Internet relataram uma perda de dados de 20% - um pouco menor do que foi registrado no sábado, mas ainda muito maior se comparado com taxas normais - mantendo as empresas preocupadas em relação a um ressurgimento do vírus.

Genes, da Trend Micro, elogiou o criador do SQL Slammer devido ao tamanho da praga: 376 bytes, tão grande quanto uma linha de mensagem de email. Segundo o especialista, este tamanho reduzido facilitou a propagação rápida do vírus.

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