A Microsoft negou veementemente as notícias que circularam nos últimos dias, sobre mudanças significativas na varredura de sua tecnologia de Ativação do Produto para o Windows XP Service Pack 1 (SP1). Em entrevista ao site WinInformant, especializado em informações sobre Windows, Allen Nieman, gerente técnico principal para licenciamento de tecnologias da Microsoft, disse que o boato é completamente infundado.Os rumores, divulgados inicialmente pelo site BetaONE, de entusiastas de tecnologia, diziam que a Microsoft estava alterando as chaves do produto de todos os seus clientes corporativos. "Não há nenhuma verdade nisso", afirmou Nieman. "Nós não estamos alterando a maneira com que os clientes licenciados instalam ou executam o Windows XP. Nós não estamos emitindo novas chaves do produto para os usuários. Os clientes licenciados não serão afetados pelas mudanças que nós estamos implementando na ativação do SP1. Os únicos usuários que serão atingidos pelas mudanças serão aqueles com cópias ilegais do Windows."
Com esta afirmação, Allen Nieman confirma outras notícias divulgadas anteriormente, de que haverá modificações na ativação do Windows XP SP1. Nenhuma delas, porém, afetará os usuários legítimos e são modificações menores, de acordo com Paul Thurrott, editor do WinInformant.
A Microsoft descobriu que a maioria das cópias piratas do XP está ligada a uma única chave de licença para grandes volumes do produto (que teria sido roubada da Dell, antes do lançamento do XP). Esta chave de ativação pirata sofrerá alterações e qualquer um que tentar utilizá-la será incapaz de atualizar o sistema para o SP1 e para todas as futuras atualizações, por meio do Windows Update.
Em contrapartida, a Microsoft irá conceder um período de gratuidade de três dias, segundo Thurrott. Este tempo servirá para que os usuários possam instalar o XP em dois sistemas diferentes, utilizando a mesma chave de produto. No passado, nunca houve esse período de benevolência, e o usuário tinha que, imediatamente, ativá-lo via telefone a fim de utilizar o XP em um segundo sistema. A medida foi planejada para o caso de haver algum imprevisto na atualização do produto e a necessidade de instalação do XP em um novo sistema.
(Omar Kaminski é advogado especializado em Direito da Informática e responsável pelo site Internet Legal.)