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Depois de ficar de molho por 20 dias, por causa
da dengue, potiguar Joca Júnior disputa o Super Surf,
em Ubatuba, como treino para o WCT do Rio de Janeiro
Depois
de ter sido prejudicado na 2ª etapa, no Ceará, em
função da dengue, o surfista potiguar Joca Júnior
(Natural Art) vai disputar a 3ª fase do Abrasp Super Surf,
em Ubatuba, no litoral norte de SP, já pensando no WCT
do Rio de Janeiro. O competidor, que mal conseguiu surfar na disputa
cearense, quando ainda estava com suspeita da doença, acabou
ficando afastado dos treinos por mais de 20 dias, comprometendo
todo o seu rendimento físico e técnico.
De volta à Natal, ele acabou ficando oito dias internado,
só tomando soro, e sua taxa de hemoglobina estava menos
de 1/3 do normal. Fiquei mal, no limite mesmo. O quadro
clínico era de dengue hemorrágica. Agora, estou
voltando, me recuperando, afirma Joca, que tem como prioridade
nesta temporada terminar o ranking mundial entre os top 16.
Por isso, as atenções estarão voltadas mesmo
para a etapa sul-americana do World Championship Tour, restrito
aos 45 melhores do mundo e que começa na seqüência
do Super Surf, na outra quarta-feira (dia 27). Empolgado com o
excelente 5º lugar conquistado na 2ª fase, no Tahiti,
considerado o mais difícil do mundo, ele quer fazer bonito
no Brasil.
Principalmente porque em 1997, quando esteve na elite mundial,
teve de ficar de fora, por causa de uma séria contusão
na coxa, que acabou atrapalhando a sua carreira naquela temporada.
Recuperado 100% ainda não estou, mas vou para o Super
Surf para me preparar para o WCT. Em Ubatuba vai ser mais um treino
forte, não quero colocar cobranças em relação
a resultados. É claro que vou para tentar a vitória,
afirma Joca, que em 2000 ficou apenas 20 pontos atrás do
campeão brasileiro.
Este ano, além do 5º lugar no Tahiti, ele já
teve bons resultados no World Qualifying Series (WQS), a divisão
de acesso ao WCT, como o vice-campeonato em Florianópolis
e o 9º lugar na Argentina. Em 2000, teve um desempenho ótimo.
Garantiu o retorno ao WCT, chegou muito próximo do bicampeonato
brasileiro (foi campeão em 1996), foi fundamental para
que a Natural Art, seu patrocinador, faturasse o título
nacional por equipes (junto com Piu Pereira e Tânio Barreto).
Também ganhou o inédito título brasileiro
de surfe de duplas, fazendo parceria com o baiano Jojó
de Olivença e o paulista Jair de Oliveira. O time ficou
conhecido como o Quatro J: Joca, Jair, Jojó
e Jesus, já que os três são surfistas de Cristo. PIU PEREIRA QUER BOM RESULTADO - Outro
integrante da equipe Natural Art, o paulista de Santos Piu Pereira
quer um bom resultado no Super Surf, em Ubatuba. No ano passado,
ele conquistou a sua melhor colocação no campeonato,
justamente nesta etapa, ficando em 9º lugar. Após
ter sido um dos destaques brasileiros no Circuito Mundial, inclusive,
com a participação no WCT em 1995, ele agora vem
dando prioridade total ao ranking nacional.
Este ano ainda não tive um bom resultado, mas estou
confiando muito. Estou com bom equipamento, meu preparo físico
está ótimo e só falta me acertar nas competições,
afirma Piu. Além dele e de Joca, a equipe Natural Art conta
com dois novos talentos no surfe profissional: o baiano de Ilhéus,
Flávio Costa, e o paulista de Guarujá, Gilmar Silva.
Este último foi um dos grandes destaques entre os amadores
na temporada passando, sendo campeão paulista open e o
6º melhor júnior no ISA World Surfing Games, as olimpíadas
do surfe.