Dassler Marques

Uma grande parte dos mais talentosos jogadores jovens do futebol brasileiro não pertence apenas a seus clubes. Nomes como Neymar, Paulo Henrique Ganso Dedé e Leandro Damião, por exemplo, estão divididos entre empresários, clubes antigos e fundos investidores, por exemplo. A criação dos direitos econômicos, um advento da Lei Pelé, significa que o valor recebido pela negociação de um atleta, em muitos casos, terá de ser repartido entre vários donos, o que dá origem ao termo "fatiado".

Principal ativo do futebol brasileiro na atualidade, Neymar tem tudo para ser negociado com a Europa no futuro e se transformar na maior venda interna da história superando até mesmo o valor de sua multa rescisória, estipulada em 45 milhões de euros (R$ 110 milhões). Entretanto, o Santos terá direito a 55% desse valor, sendo o restante dividido entre dois fundos de investidores: 40% pertence ao DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, e outros 5% foram negociados pelos próprios santistas com a TEISA (Terceira Estrela), fundo criado por empresários ligados ao clube.

O exemplo de Neymar não é isolado. Neste infográfico, o Terra mostra casos de 22 jogadores que são fatiados, o que é algo em comum a todos os grandes clubes brasileiros. Navegue e confira.