Conheça as vontades da alma
No meu ofício de vidência, frente à presença material do consulente, percebo muitas vezes, além da sua dimensão espiritual, uma força de escolha ou resistência, levando a atitudes que se afastam de sua vontade e que ele, mesmo desejando, não consegue controlar. Nessas circunstâncias, é possível localizar a alma do indivíduo como elemento propulsor, ou fonte de energias que escapam de sua decisão pessoal, a menos que ele se organize e se esclareça. A alma é a fronteira entre o que é material, mutável e efêmero (o corpo) e o que é etéreo, imutável e eterno (o espírito). Agradar a alma é coisa que nos dá imensa felicidade. Mas como podemos fazê-lo? Do que a alma gosta? A alma fica feliz quando praticamos o bem, quando compreendemos nossa passagem pela vida física, respeitando o espaço que nos é destinado, sem invejar ou desejar algo que não nos compete, sem agredir ou difamar os outros, sem optar por atitudes violentas, entre outras tantas escolhas menos recomendáveis. Prova disso é o quanto nos sentimos mal, quando cometemos atos de natureza duvidosa. A alma sofre nessas ocasiões. Ao compreendemos nosso papel no mundo, ao percebemos que somos parte de um todo, com o qual devemos nos comunicar harmonicamente, torna-se mais clara, para nossa alma, a nossa missão. Isso a norteia e fornece segurança, tornando as ações e escolhas mais adequadas. Alimentar a alma com sabedoria é uma forma de se elevar e dar um passo decisivo no sentido do sucesso e da paz de espírito. Quem se conhece bem, conhece bem sua própria alma.
Marina Gold/Especial para o Terra
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