Saiba algumas considerações sobre Vidência
Observando o comportamento da personagem Benta, a menina vidente da novela Sete Pecados, da Rede Globo, é possível perceber que o fenômeno da vidência, quando existe mesmo, ocorre a partir de diferentes motivações. Ele pode ser despertado para uma consulta - que é o usual - ou manifestando-se automaticamente, quando é possível evitar algum perigo ou preparar uma alegria. Saber controlar essas situações, não deixando a vidência invadir a pessoa em foco, que algumas vezes pode até não ter interesse nesse tipo de experiência, é um dos mandamentos do bom vidente. Assim, mesmo que as coisas sejam muito claras, um verdadeiro vidente não sai oferecendo seus préstimos a quem encontra e, muito menos, fazendo uso de suas competências para atrair público. Se a vidência se abre para uma pessoa completamente estranha, é preciso pesar o grau de responsabilidade de fazer uma revelação a quem não se conhece. Nesse caso, a escolha que deve orientar o sensitivo, precisa levar em conta a urgência do caso em questão. Só uma coisa é certa: a vidência "automática" só se revela em circunstâncias cuja gravidade determina a ação. Mesmo em uma consulta normal, o sensitivo precisa saber como colocar as informações. Não adianta apenas ver. É preciso saber ver, ou seja, entender para o que serve e como se encaixa na realidade do consulente a informação nova, evitando assustá-lo ou, pior, torná-lo dependente. A vidência é um percurso para a libertação do consulente. Ela serve para iluminar seus passos, fazendo com que ele encontre sua independência. Um sensitivo que torna seus clientes dependentes de suas orientações, não se renova, nem cresce. Pela própria repetição, sua clareza tende a diminuir e ele perde suas fontes de energia, tornado-se um profissional perigoso.
Marina Gold/Especial para o Terra
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