Resgate e missão: as duas faces da moeda
Quais serão as razões que levam uma pessoa a trilhar os caminhos da magia? O que faz com que um indivíduo tenha dons paranormais ou, pelo menos, uma grande propensão a desenvolvê-los? Esse questionamento está sempre presente em minhas reflexões, pois o teor do trabalho de um sensitivo tem estreitas ligações com sua maneira de se colocar profissionalmente, em termos de respeito ao consulente e definição de honorários. Percebi, desde que tive consciência de ser sensitiva, que há duas categorias diferentes de motivação para que um trabalho desta natureza se desenvolva: ou o consultor se dedica apenas a sua magia e isso porque talvez não possua outro meio de vida; ou ele trabalha tanto na área esotérica, como em alguma atividade a mais, não dependendo exclusivamente de seus dons e tendo assim, mais uma opção de sustento pessoal. No primeiro caso, é possível perceber que a faceta esotérica se apresenta como um resgate, ou uma provável resolução de equívocos de uma vida passada. Nesse caso, as atitudes do místico estão sendo postas à prova pelas Leis da Inteligência Universal. Na segunda perspectiva, o consultor esotérico possui mais um meio de sobrevivência, e pode trocar parte de seu trabalho pela atividade esotérica, não dependendo exclusivamente dela, o que lhe permite maior tranqüilidade. Aí, o atendimento esotérico se configura como uma missão e perde as características de resgate. Tanto isso é verdade, que aqueles que acompanham a novela O Profeta acabam de saber que ele ganhou uma grande quantidade de terras, provavelmente para poder exercer seu dom sem depender diretamente dele. É claro que isso ocorreu em razão de Marcos querer ajudar os necessitados. Se não o fez, é porque foi impedido pelos falsos amigos e empresários mal intencionados. Já Madame Rúbia, se teve dons como a novela sugere, não os perdeu por acaso, e sim por uso indevido. Onde já se viu sustentar marido com ganhos de consultas esotéricas? Não há mal maior. Tanto o resgate como a missão têm direito certo a retorno: sendo um bom trabalho, consciente e bem intencionado, deve ser reconhecido. Assim é também na vida da gente: temos resgates e missões. Como reconhecê-los? Simples: tudo o que é muito difícil, muito complicado, que não se resolve, por mais que se tente achar uma solução, é resgate. O resto é missão. Com amor e inteligência é possível transformar o resgate. Um bom sensitivo sempre apresenta ótimas sugestões.
Marina Gold/Especial para o Terra
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