A escolha do profeta
Aqueles que acompanham a novela O Profeta, na TV Globo, tiveram a oportunidade de vivenciar, no capítulo de 1º de março, um dos grandes problemas de fundo moral da estória: cobrar ou não por atividades de aconselhamento esotérico. Nada de novo apareceu na análise dessa questão. Apresentaram-se os mesmos argumentos desgastados, as mesmas razões tantas vezes repetidas. Portanto, o foco desta reflexão vai se manter sobre o momento seguinte da trama, quando Marcos, personagem de Thiago Fragoso, decide consultar seus acompanhantes espirituais. Eles não se apresentam, por mais que o médium se esforce. A explicação dada por ele mostra-se bastante lógica e esclarece que, numa situação em que alguém precisa se posicionar a partir de sua própria escolha pessoal, não podem ocorrer interferências ou orientações, sejam elas materiais ou espirituais. A responsabilidade deve ser toda do interessado. No caso da novela, o próprio profeta, e no caso de uma consulta esotérica, o consulente que precisa se decidir em alguma área muito importante de sua vida. Algumas vezes, um vidente ou sensitivo de qualquer área, pode inclusive não ter a visão do problema, e mesmo se a tiver não deve opinar diretamente, pois corre o risco de interferir no livre-arbítrio do consulente. Uma interferência dessa natureza resulta em carma para ambos.
Marina Gold/Especial para o Terra
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