2005 na passarela
Poucas coisas na vida escapam totalmente da nossa decisão e, por isso, se tornam fonte de grande dor. São os aspectos cármicos da jornada e se referem aos momentos em que nos é impossível modificar a rota ou escolher um posicionamento melhor. No geral, e não que seja fácil, é possível transformar a realidade que nos cerca, tentar novas soluções e abrir novas perspectivas... Nada melhor do que o início de um novo ano para refletir sobre a própria vida e definir metas melhores. Sem tentar, nem ousar, nenhuma melhoria poderá ocorrer. Apesar do calor da festa, da definição da cor da roupa íntima, da visitação dos amigos, da presença das famílias, da romã e das lentilhas, o importante é encontrar um tempo para pensar naquilo que de útil cada um pode fazer por si mesmo e pelos outros. O que reorientar, o que perdoar, o que transformar. Festas coletivas interferem na energia do meio-ambiente, as pessoas ficam ansiosas pelos acontecimentos. Há aqueles que adoram e aqueles que não gostam. Há os que preferem ficar sozinhos e os que são loucos pela festa... Mas nenhum de nós, do mais solitário ao melhor acompanhado, deixa de ter seus caminhos e condições a modificar. Sejamos atentos e imbuídos do espírito do Ano-novo, vamos tentar ser menos rígidos, menos exigentes, compreender aos demais e ajudar aos que precisam. Vamos valorizar nosso trabalho, a partir de maior dedicação, vamos perdoar a quem precisa e contribuir para a harmonia do nosso meio e sobretudo, vamos amar, amar muito e sem fronteiras, amar com vontade e sabedoria, porque só o amor transforma e pode trazer um ano melhor.
Marina Gold
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