Intuição desprezada
Apresento a vocês o relato de Maria Fernanda, que sofreu muito por ter sido mal interpretada numa previsão que lhe veio em sonho, seguramente para que os envolvidos tivessem condições de encaminhar uma solução melhor, assim que o problema aparecesse. Em vez de aproveitar a informação, que veio para minorar os fatos, desprezaram a intuição de Maria Fernanda e a humilharam. Às vezes acontece o mesmo com os sensitivos, que deixam de ser bons, quando dizem uma verdade indesejada. Leiam: Minha irmã estava grávida e insistia que estava esperando um menino. Ela estava numa relação conturbada com o marido, sendo que ele sempre quis um filho homem. Para agradá-lo, ela dizia a todos que era um menino em seu ventre. Mas algo em minha alma dizia o contrário: não era um menino. Uma noite, em um sonho, estava eu de frente para um lago bem raso, de águas límpidas, num lindo dia de sol. Neste instante, uma moça veio até mim e perguntou: "você quer conhecer sua sobrinha, que logo nascerá?". Em seguida, a moça foi buscar uma garotinha e a trouxe pelas mãos. Era uma linda menina loira, de olhos azuis. No outro dia, eu, minha mãe e minha irmã estávamos na casa de minha tia para o lanche, e eu dei a notícia para todos, descrevendo detalhes: "você está esperando uma linda garotinha, loira de olhos azuis". Neste momento, na frente de todos, as duas gritaram: "cale a boca e pare de inventar mentiras". Quando ela deu à luz, nasceu uma linda menina: minha sobrinha loira e de olhos azuis, como eu havia dito meses antes. Qual não foi minha surpresa quando eu, toda alegre, disse: "viram? eu não estava mentindo". Minha mãe reagiu de forma inesperada: "cale a boca e pare de incomodar, não é hora para esses comentários. Pare!". Eu me calei com uma dor muito grande em meu coração.
Marina Gold/Especial para o Terra
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