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O despertar da mediunidade

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Leiam o relato de Ale, cujas vivências indicam o despertar de uma sensibilidade muito preciosa: trazer os recados da dimensão espiritual. Provavelmente, outras formas de comunicação poderão acontecer, desde que haja dedicação, vontade de aprender e interesse. Ale deve procurar ajuda de pessoas que se dedicam ao estudo e à compreensão de fenômenos dessa natureza, que tenham experiência e possam orientá-la para fazer bom uso de seu dom natural.

Não sei o que acontece comigo, ou melhor, até já soube alguma coisa a respeito de desdobramento. Durante o sono, acordo e saio do meu corpo, levanto e consigo ver meu corpo dormindo.

Nessas ocasiões, me vejo atravessando paredes, mas tenho muito medo. Na última vez que aconteceu esse fenômeno, atravessei a porta do apartamento e vi um homem de branco, parado, olhando pela janela do corredor, com as mãos para trás, como se cuidasse de alguém.

Falei com ele sem abrir a boca, disse que era muito tarde e que eu queria saber o que ele fazia ali.

Não esperei resposta, pois, de imediato, me lembrei que estava sozinha ali. Nessa hora, muito rápido, eu fui "chupada" para o corpo e acordei.

Também já vi uma senhora de branco, na minha sala, que flutuava, mas não conversei com ela e, em seguida, já acordei.

Sonhei também com um vizinho, quando ele faleceu. Eu o encontrei enquanto caminhava pela rua e consegui conversar mentalmente com ele. Pedi então que ele escrevesse uma mensagem para a mãe dele e apareceu no meu colo uma foto antiga de sua família. Ele escreveu, na parte de traz o nome da mãe. Eu argumentei que ela não saberia que era ele e que deveria escrever “mãe”. Ele respondeu: “quando tu falar que eu escrevi Maurina, ela vai saber que fui eu”. Quando acabou de escrever a mensagem, nos despedimos e sai correndo. Ao me aproximei da casa da mãe dele, eu quis ler pela última vez o que ele havia escrito e então virei a foto. Tudo havia desaparecido. Acordei chorando muito.

Semanas depois acabei me encontrando com sua mãe e lhe contei o que havia sonhado. Quando falei que ele havia escrito seu nome e não “mãe”, ela começou a chorar de emoção, pois ele sempre a chamava pelo nome, para brincar com ela.

Ela me mostrou o caderno de faculdade dele e a letra era igual a que eu “vi”.

Quero entender melhor o que se passa comigo.

Marina Gold/Especial para o Terra

 
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