Aparição no acampamento de pesca
Leiam comigo a experiência de Pagé. Ele viu um vulto e gostaria de saber se esse fato teve relação com a doença apresentada, algum tempo depois, por seu amigo. É preciso notar que, num acampamento onde muitas pessoas estão reunidas, há aquelas que têm maior proximidade com a doutrina espírita. Esses estão sempre acompanhados por seus mentores ou espíritos protetores, que ficam alertas para ajudar num possível acidente. Esse vulto visto por Pagé, provavelmente, não tinha ligação com ele ou com o amigo. Deveria estar lá acompanhando outra pessoa. Há alguns anos, estava com um amigo de pescaria num grande depósito em que eram alugados cômodos para pessoas que iam ali pescar e se divertir próximo à lagoa. Já era tarde, outras pessoas que ali estavam tinham se recolhido e eu não tinha sono. Era verão, estava muito quente, passava das duas horas da madrugada quando fui para a cama. Meu amigo ficou acomodado em um dos cantos e eu no outro. Dali se via a porta. Eu olhava para as paredes, pensando na hora de recolher a rede, quando a porta se abriu, rangendo, e vi um vulto entrar por ela. Fiquei paralisado, sem ação, pois o vulto flutuava, sem que se pudesse ver seus pés ou seu rosto. Vestia uma espécie de roupão branco, era um típico fantasma de desenho animado. Veio em nossa direção e ficou parado em frente ao meu amigo. Como o interruptor da luz estava na parede do meu lado, levantei-me rapidamente e a acendi. Meu amigo, com o barulho que fiz, acordou e me viu espantado. Perguntou-me o que ouve e lhe contei. Ele me mandou dormir e parar de sonhar, pois tínhamos que acordar cedo. Eu não estava dormindo. Estava bem acordado. Como explicar isso? Meses depois, meu amigo disse que não estava bem. Sem saber do que se tratava, disse para procurar um médico. Ele foi e, fazendo um exame, soube que estava com câncer.
Marina Gold/Especial para o Terra
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