Um auxílio consolador
Divido com vocês o relato de Bela. Ela identificou um acidente antes dele acontecer. O filho dela, excepcionalmente, usou o carro do pai e acabou se acidentando. Isso indica que quando temos uma intuição não devemos apenas interpretá-la superficialmente, mas procurar compreender em profundidade. Anos atrás sonhei três vezes com um acidente envolvendo meu ex-marido. Me preocupava um pouco, mas não dei muita importância. Na última noite em que o sonho se repetiu, acordei com um vulto muito brilhante no quarto. Parecia um lindo cristal, em forma de vulto feminino, cuja luz, uma mistura de branco com raios amarelos, tentava me acalmar. Fiquei espantada, mas não comentei com ninguém. Apenas fiquei impressionada com a cena. Perguntava se foi sonho ou miragem o que eu havia recebido naquela noite. Depois desse terceiro e último sonho, fomos, com um grupo de amigos, passear na nossa casa de praia. Era feriado nacional, dia de Tiradentes. Nosso único filho homem nos acompanhou. Chegando lá, fizemos um belo churrasco. Todos beberam cerveja, menos o nosso filho. Ele, naquela época, era aluno da Academia Militar e queria voltar para casa mais cedo. Despediu-se de todos, pois viajaria de ônibus. O pai insistiu para que usasse o nosso carro. Nós voltaríamos de carona com amigos. Assim fizemos. Mais tarde, ao retornarmos, vimos a cena de um grave acidente, mas não paramos. Ao chegarmos em casa nossos familiares nos procuravam desesperados, pois nosso filho havia sofrido um acidente. Para meu espanto, foi exatamente como eu havia sonhado durante aquelas três noites. No hospital, a mesma imagem do sonho apareceu para me acalmar, dizendo que tudo sairia bem. Hoje meu filho respeita bastante minhas opiniões, principalmente quando quer sair ou fazer passeios. Ele é um ótimo profissional e tem uma linda filhinha.
Marina Gold/Especial para o Terra
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