Pressentimentos podem nos dar proteção
Leiam o relato de Cristina, que teve um aviso de acidente envolvendo seu filho. Por não prestar muita atenção ao pressentimento, ela quase perdeu o menino. Meu filho de seis anos freqüenta uma escolinha de futebol. Sempre voltávamos caminhando das aulas e nessa volta passávamos por um atalho, embaixo de um viaduto sobre uma linha férrea. Suas aulas são nas segundas e quartas-feiras. Foi numa segunda-feira que, chegando próximo a esse atalho, me deu uma angústia terrível, parecia uma síndrome do pânico. Pensei em sentar um pouco, pois parecia que ia desmaiar. Não falei com ninguém. Em silêncio, eu, meu filho e meu namorado atravessamos a linha férrea e só então fui voltando ao normal. Na quarta-feira seguinte, estávamos atravessando a linha férrea e meu filho começou a fazer pirraça: soltou da minha mão e começou a se equilibrar em um dos trilhos. Atravessei, brava com ele (até hoje não acredito que fiz isso), e o deixei sobre os trilhos. Mas juro, não contava que um trem aparecesse naquele momento, pois perceberia. Os trens ali buzinam de longe. O problema é que se tratava de um daqueles trens pequenos, que fazem manutenção. Em alta velocidade, ele virou a curva apitando forte. Meu filho pulou para outro trilho e a máquina virou justamente para aquele trilho. O menino pulou e saiu da linha. Acreditem, foi tudo tão rápido que não tive tempo de me assustar. Fui voltando à razão, culpada por ter cedido à irritação e o deixado ali, perto do perigo. Lembrei-me então do pressentimento que me ocorrera na segunda-feira anterior, antes de atravessar a linha naquele mesmo ponto, e tive certeza de que fora um aviso para não passar mais por ali. Nunca mais viemos por ali. Agora, passamos só por cima do viaduto. Sou extremamente grata a Deus por nos ter dado mais uma chance.
Marina Gold/Especial para o Terra
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