O beijo confortador
Leiam comigo o relato de Biral, que mostra como o amor entre pai e filho pode superar até a morte. Quando perdi meu filho de três anos, fiquei transtornado. Não queria saber mais de viver. Até que um dia, enquanto dormia, acordei sentindo a presença dele ao lado da cama.
Então, fui pegá-lo no colo, para deitá-lo comigo, porque ele sempre dormia do meu lado. Aí me lembrei e pensei: “Estou delirando! Ele não está mais entre nós !” Logo após, adormeci instantaneamente. A seguir, fui acordado novamente pela presença dele, com um beijo enorme na minha boca, daqueles que fazem barulho. Mais uma vez achei que estava delirando e, sem poder pensar em mais nada, de novo adormeci, como se desligasse uma TV da tomada. Isso me marcou muito e, inclusive, ajudou na minha recuperação. Hoje sou muito grato a Deus por ter permitido esse encontro que me ajudou a ter mais força para poder compreender, lutar e criar minha filha.
Marina Gold/Especial para o Terra
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