Uma alma livre como um beija-flor
Compartilho com vocês o relato de Alice, que muito me emocionou. Ter sido ele o sorteado para essa coluna confirma o que a presença do beija-flor indicou: a liberdade da alma do visitante. Visitar os entes queridos no local da última despedida é algo discutido em todas as religiões. Eu acredito que nossa alma sabe perfeitamente onde se comunica melhor com aqueles que já se encontram na dimensão vindoura. Ir ao cemitério, visitar parentes ou amigos é algo que só pode fazer bem, principalmente se a energia for adequada, em termos de compreensão e aceitação da perda, na vida cotidiana. Para Alice, gostaria de dizer que sua atitude é muito benéfica ao filho e só seria melhor se ela ajudasse adolescentes carentes em nome dele. Leiam comigo: Perdi meu filho mais velho há quase quatro anos, em um acidente automobilístico. Todo sábado, vou ao cemitério limpar o lugarzinho em que ele foi sepultado. É uma necessidade pessoal, uma missão. Muitas pessoas falam para eu não ir, mas me sinto bem fazendo isso. No dia 28 de julho, como de costume, fui de manhã até lá. Quando estava limpando, comecei a conversar com ele em pensamento e pedi a ele ajuda a uma pessoa que se encontra enferma e os médicos não descobrem o que ela tem. Em pensamento, ainda disse a ele que, se estivesse me ouvindo, me desse um sinal. No mesmo instante, apareceu um beija-flor muito lindo em minha frente, parou no ar, batendo as asas. Ficou assim, ali na minha frente, por alguns segundos. Depois foi embora. Fiquei muito emocionada, pois acredito que foi uma forma de meu filho me dizer que estava escutando tudo o que eu estava falando com ele.
Marina Gold/Especial para o Terra
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