Contato
Compartilho com vocês a experiência de Myrella, que encontrou com um amigo no limiar da vida. Ele, ao pedir que ela comparecesse ao velório, ajudou-a a superar seu medo de contato com aqueles que já partiram. Leiam comigo: A história que vou contar ocorreu em junho de 1999. Eu sou kardecista e acredito que a morte é apenas uma passagem. Pois bem, perdi um grande colega de trabalho nessa data, num acidente de trânsito. Como o ocorrido foi um pouco distante da minha cidade, houve problemas para a liberação do corpo e grande atraso para o velório.
Decidi, em função do adiantado da hora, não ir ao velório. Tenho muito receio de pessoas mortas. Fico preocupada pois, apesar de ser espírita, essa é uma parte que não evoluiu em mim. Eu aguardaria a ligação de colegas confirmando a chegada do corpo, mas não iria. Como já era madrugada, resolvi tirar um cochilo. Não sei até hoje se tive uma visão ou se foi um sonho. Meu amigo apareceu no quarto onde eu estava. Na mesma posição em que me deitei, levantei um pouco a cabeça do travesseiro para conversar com ele e perguntei se ele estava bem. Ele respondeu que sim e pediu para que eu fosse ao velório, que isso o faria muito feliz. Caso contrário, ele ficaria muito triste. Tudo isso foi muito real. Quando abri os olhos, estava praticamente da mesma posição anterior em que conversara com ele. Comentei apenas com meu esposo, que me perguntou como eu tinha visto meu amigo no meu sonho e eu disse: "Não sei se foi sonho. Foi muito real. Ele estava bem e usava uma camisa azul clara de manga longa." Chegando no velório, a primeira coisa que pude observar foi o semblante dele e a camisa. A camisa era a mesma do sonho ou visão que tive com ele. Jamais poderia imaginar que camisa colocariam nele para o velório. Assim foi. Myrella.
Marina Gold/Especial para o Terra
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