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O Ano-Novo Astrológico, em 2005, inicia no dia 20 de março às 9h33min (horário de Brasília). É isso mesmo, querido leitor! Pela Astrologia, cujos ciclos estão ligados aos ciclos da natureza, o ano solar começa com o ingresso do Sol em Áries, o primeiro signo do zodíaco e quando se inicia o outono no hemisfério sul (Equinócio de Outono).

A mudança de ano em 1º de janeiro é arbitrária e institucional. Há quase tantos calendários quanto diferentes povos em nosso planeta: nosso calendário ocidental não representa as leis cósmicas. Não é o calendário que determina as mudanças e a evolução, mas a consciência e as ações humanas.

Apesar de arbitrário, o início do ano em 1º de janeiro tem uma força toda especial, catalisada pelo inconsciente coletivo: a humanidade é que confere poder a esta data. Vivemos um antigo rito de passagem, um mito cosmogônico: com um novo tempo, a criação de um mundo novo. As festas, além de celebração, têm uma função purgadora, purificadora. Como todas as iniciações, esta passagem envolve desafios, testes, confrontos, questionamentos, dúvidas, assim como algum tipo de perda (ou a sensação de), pois precisamos nos desprender de um estado antigo para dar espaço para os novos brotos.

Confraternizar, celebrar a vida com aqueles que gostamos é tão bom... Vamos comemorar o Ano-Novo duas vezes, então! Mas sem esquecer de fazer nossos necessários balanços e reflexões. Só isso pode gerar mudanças reais.

A essas alturas, o querido leitor já deve estar se perguntando, e o título "Mundo da Lua", o que tem a ver, a astróloga pirou? Não, meu amigo, é que a Lua é o astro regente de 2005. Mas apenas a partir de 20 de março, quando inicia o ciclo astrológico. Até lá, ainda vale Mercúrio, regente desde março de 2004.

Quando uma energia planetária se manifesta, na verdade está atendendo a um chamado: vem responder a uma necessidade coletiva e individual. Não é uma força externa agindo sobre nós, mas sim uma força arquetípica que pede passagem, nós somos seu canal e seu veículo.

Mercúrio ressalta a importância da comunicação e o poder da palavra. Nos convida a dialogar com o outro fora de nós e, sobretudo, a nos comunicarmos com nós mesmos e nos ouvirmos. Mas Mercúrio é um planeta de energia intelectual e agora é a vez e a voz da emoção, mundo da Lua.

"A Lua simboliza o princípio feminino e materno, a fecundidade, a receptividade, a periodicidade e a renovação. Seu ciclo representa e preside os ritmos biológicos, com seu crescimento e diminuição, expansão e recolhimento. É símbolo da passagem do tempo, referência fundamental para o homem para orientação no espaço e medição do tempo, em sua relação direta com a natureza. Cultuada desde a Antigüidade mais remota, tanto nas civilizações muito primitivas como nas mais avançadas, representa, para a psique humana, o arquétipo da Grande Mãe.

Da mesma forma que ela desaparece quando é Lua Nova, aparece novamente desenhando o Crescente até a Cheia e diminuindo gradualmente na Minguante até não ser mais vista no céu outra vez. Em função de suas variações cíclicas, a Lua sempre foi cercada de mistério e medo e, ao mesmo tempo, de muito romantismo e poesia. Sua perceptível relação com as marés oceânicas e humanas, com a vegetação e com a vida animal estimula a criação de muitas lendas e histórias. Só é vista à noite, um dia está, no outro não... A Lua é ligada ao mundo do sonho, da imaginação, do inconsciente e das coisas da alma.

Na Astrologia, a Lua rege as mudanças, ritmos, flutuações de humor, sentimentos, instintos, reações, sensibilidade, receptividade, instintos maternais, gestação, família, infância, memória, alma, inconsciente, sonho, fantasia, imaginação, etc. No mapa astrológico, seu posicionamento é importantíssimo, pois nos fala sobre a nossa atividade psíquica, nossos sentimentos e necessidades emocionais, o que precisamos para nos sentir nutridos e seguros, nossa forma de reagir emocionalmente diante das situações, como nos relacionamos com as pessoas e por aí vai." (*)

O chamado da Lua nos propõe uma conversa sincera no espelho, que nos miremos no reflexo, indo além. Como somos mãe de nós mesmos? Como nos nutrimos e nos cuidamos? Como nos damos carinho? Como vai nossa intimidade, nossa família, nossos amigos e amores? E no âmbito coletivo, também representado pela Lua: como contribuímos para o mundo e para as pessoas? Como estão as crianças, os animais, a natureza? Como podemos cuidar da vida deste planeta Terra?

Reflexão, mais que uma palavra, tem que levar à atitude. Participamos e compartilhamos de um mesmo sistema: tudo o que somos e fazemos afeta o todo e reciprocamente. Nós, filhos da grande explosão, crias do Big Bang, temos uma matriz comum com o Sol, a Lua, a Terra, os planetas e todos os seres, somos todos poeira de estrelas...

 
Amanda Costa