Economia antes e depois do Plano Real

Plano Real completa 15 anos

Tendo como principal objetivo controlar a inflação, o Plano Real começou a ser implantado em 1993, tendo como último passo, em julho de 1994, a troca da moeda pelo real.

Fevereiro de 1986 – Plano Cruzado, criado pelo governo do presidente José Sarney, é implantado, trocando o cruzeiro pelo cruzado e congelando salários. A inflação no ano foi de 79,66% pelo IPCA.

Junho de 1987 – Plano Bresser, criado quando Luiz Carlos Bresser assumiu o Ministério da Fazenda, é implantado. Para conter o déficit público, os preços e salários foram congelados. Sem sucesso, a inflação atingiu 363,41% pelo IPCA no ano.

Janeiro de 1989 – Maílson da Nóbrega substitui Bresser como ministro da Fazenda e cria o Plano Verão, que mais uma vez apostou no congelamento de preços e salários.   Também foi criada uma nova moeda, o cruzado novo. Plano causou desajustes à poupança e levou à inflação, pelo IPCA, a 1.972,91%.

Março de 1990 – Logo após a posse do presidente Fernando Collor, é anunciado O Plano Collor, para tentar conter a hiperinflação. Foram congelados os bens privados e o cruzado novo foi substituído pelo cruzeiro. A inflação continuou em patamares elevados, a 1.620,97%, pelo IPCA.

Fevereiro de 1991 – Em uma nova tentativa, é lançado o Plano Collor II, com ajuste de tarifas públicas e redução de alíquotas de importação. A inflação é reduzida, mas ainda em patamares altos, a 472,7%, pelo IPCA.

Junho de 1993 – Plano Real tem início, no governo do presidente Itamar Franco e sob o comando do então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso (FHC). O primeiro passo é o Programa de Ação Imediata (PAI), que estabeleceu um conjunto de medidas voltadas para a redução e maior eficiência dos gastos da União; recuperação da receita tributária federal; maior controle dos bancos estaduais; e aperfeiçoamento do programa de privatização, entre outros.

Dezembro de 1993 - A segunda etapa do Programa de Estabilização é inaugurada com a publicação da Exposição de Motivos nº 395 de 7 de dezembro de 1993, que definiu as linhas gerais do Programa. No ano, a inflação atingiu 2.477,15%, pelo IPCA.

Fevereiro de 1994 - Edição da Medida Provisória nº 434, de 28 de fevereiro de 1994, que cria a Unidade Real de Valor (URV) e prevê sua posterior transformação no real.

Julho de 1994 – No primeiro dia do mês, a URV é substituída pelo real. Plano Real também previa a renegociação da dívida externa; preços e salários livres; salário mínimo reajustado anualmente; aceleração do processo de privatização, entre outros. De janeiro a julho de 1994, a inflação fica em 757,29%. Nos últimos seis meses do ano, já com o real em circulação, a inflação cai para 244,86%.

Dezembro de 1994 – Crise do México tem seu estopim, com desvalorização da moeda (o peso) e da Bolsa. A turbulência foi causada pela abertura comercial e financeira, ante uma moeda instável, que levaram a um déficit. A crise desencadeou instabilidade nos emergentes latinos, como Brasil e México.

1997 – Tigres Asiáticos (Coréia do Sul, Hong Kong, Taiwan e Cingapura) entram em crise, com queda do valor das ações. A turbulência nos mercados considerados seguros levou o mundo, principalmente os emergentes, a serem atingidos.

Agosto de 1998 – Rússia declara moratória no pagamento de suas dívidas interna e externa, desencadeando uma nova crise que afetaria o mundo. O país passou por prejuízos de arrecadação de impostos, levando a um déficit fiscal.

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