Danilo Fantinel / Redação TerraA Fundação Iberê Camargo, sob coordenação de Mônica Zielinsky, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), está fazendo a catalogação completa da obra do artista e um projeto paralelo de pesquisa sobre a toda produção. Desde outubro de 2000, textos e anotações pessoais, cartas, documentos, reportagens publicadas pela imprensa e fotografias são examinados por uma equipe de sete pessoas, orientadas por Mônica.
Os resultados do levantamento da obra serão reunidos em um catalogue raisonné, que será publicado em três volumes (Gravura, Pintura e Desenhos) no período de inauguração do museu. "O catálogo vem a ser o trabalho conceitual do museu. É a obra de Iberê pensada. Não é um trabalho meramente técnico, de compilação de dados, mas de reflexão", explicou Mônica. Parte desse levantamento minucioso deverá integrar um banco de dados a ser instalado no museu, que será aberto a pesquisadores e ao público em geral.
O catalogue raisonné é uma ferramenta essencial para que se conheça com profundidade a obra de um artista, com detalhes como sua trajetória e o número exato de sua produção artística. "Todo o trabalho de localização e identificação das obras e documentos é bastante lento, feito por uma equipe reduzida. Catálogos como esse podem levar até duas décadas para a sua finalização. Parte do material que saiu na imprensa sobre Iberê já está catalogado", disse Paulo Sérgio Duarte, do conselho curatório da Fundação Iberê Camargo.
A equipe coordenada por Mônica é integrada por estudantes de Biblioteconomia, Psicologia, Comunicação e Artes Visuais. "O trabalho interdisciplinar enriquece muito a pesquisa e as idéias", comentou Mônica.
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